quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

ATITUDE É TUDO!


Hoje recebi um e-mail muito oportuno de meu primo, como tudo o que acontece em nossas vidas, já que não existem acasos. Eu havia terminado um texto a respeito do estresse e finalizei a ultima frase com a palavra atitude. Quando abri o referido e-mail, havia um texto com uma curta e inspirada estória a respeito de atitude. Não havia informações quanto ao autor do texto, mas sem dúvida traduz a palavra atitude com mestria:

Uma mulher acordou uma manhã, olhou no espelho e percebeu que tinha somente três fios de cabelo na cabeça. Bom - ela disse -, acho que vou trançar meus cabelos hoje. Assim ela fez e teve um dia maravilhoso.

No dia seguinte, ela acordou, olhou no espelho e viu que tinha somente dois fios de cabelo na cabeça. Humm... - ela disse - acho que vou partir meu cabelo no meio hoje. Assim ela fez e teve um dia magnífico. No dia seguinte, ela acordou, olhou no espelho e percebeu que tinha apenas um fio de cabelo na cabeça. Bem - ela disse - hoje vou amarrar meu cabelo como um rabo de cavalo. Assim ela fez e teve um dia divertido.
No dia seguinte, ela acordou, olhou no espelho e percebeu que não havia um único fio de cabelo na cabeça.
Beleza! - ela exclamou - não tenho que pentear meu cabelo hoje! E assim, ela teve mais um dia feliz.

ATITUDE É TUDO!

Seja mais humano e agradável com as pessoas do que parece necessário, pois cada uma das pessoas com quem você convive está travando algum tipo de batalha. Viva com simplicidade. Ame generosamente. Cuide intensamente. Fale com gentileza. ... e deixe o restante com Deus!

O estresse não é propriamente uma doença, e sim, um estado do organismo quando submetido ao esforço e à tensão. Numa situação estressante, o corpo sofre reações químicas normais que preparam o organismo para enfrentar a situação. O prejuízo, entretanto, acontece, quando as situações estressantes são contínuas e o organismo começa a sofrer com as constantes reações químicas que se sucedem, sem que haja tempo para a eliminação dessas substâncias e sem o tempo necessário para o descanso e recuperação física e emocional.

Exatamente por não ser uma doença propriamente, os sintomas do estresse são indefinidos e ao mesmo tempo abrangentes. Podem ir desde uma dor de cabeça, distúrbios do sono, irritabilidade, cansaço, dificuldade de concentração ou tensão muscular, a dificuldades respiratórias, dificuldade de memória, problemas digestivos, pressão alta, problemas cardíacos, e até mesmo distúrbios psíquicos como síndromes de depressão e pânico.

Entre as inúmeras causas emocionais do estresse no ambiente de trabalho e na vida pessoal, podemos citar basicamente três principais: Alto padrão de exigência pessoal, medo e frustração. O tipo de vida que nos auto-impomos, onde pensamos ser necessário obter muito mais recursos financeiros do que realmente necessitamos, nos exige mais esforço para cumprir o padrão estabelecido e nos coloca diante de conflitos na vida profissional, onde há cada vez mais competição e menos espaço.

Esse mesmo alto padrão profissional é estabelecido também para diversos setores de nossas vidas, pois existem padrões estéticos onde a beleza física é um padrão irreal, que existe apenas nas revistas e passarelas. Existem também inúmeros padrões para os comportamentos e sentimentos, onde são estabelecidos padrões para o desempenho ideal dos pais com os filhos, de filhos com os pais, padrões para as amizades, para os relacionamentos amorosos, enfim, temos padrões e caixinhas fechadas em todos os setores de nossas vidas, onde devemos nos encaixar de uma forma ou de outra.

Como então, não se auto-exigir tanto nem ter medo ou se sentir frustrado diante de tão negro quadro? Tente ao menos pensar a respeito, sentir se você realmente concorda e aceita entrar e viver dentro dessas caixinhas apertadas? Procure investigar a verdade de seus sentimentos e desejos!

É realmente impossível viver sem o carro do ano? Você trabalha no que realmente gosta e tem talento? Você não acha que pode ser amado pelo que é em vez de ser amado pela sua aparência? Quem é você? No que deixou os padrões transformarem sua vida?  Não adianta reclamar que o patrão, a empresa, a esposa, os filhos, o marido, não conseguem te enxergar, se na verdade nem você mesmo se conhece o suficiente para mostrar a eles quem é!

Pare! Dê um tempo para se descobrir e perceber que pessoa maravilhosa você é! Autoconhecimento. Não há como viver feliz e realizado sem ele, pois não há como você viver sem que conheça quem está realmente vivendo a vida que diz ser sua! Quem vive sua vida? Você ou um padrão, um personagem?

Estamos todos diante do enigma da grande esfinge: Decifre-me ou eu te devorarei!  E a esfinge, somos nós! A esfinge é você!  Decifre a si mesmo, ou poderá ser devorado pelo personagem que criou sem perceber! Você não acha que merece?

Pois saiba que só existe uma cura para o estresse: Atitude. Não adianta que a medicina esteja avançada e preparada para lidar com os distúrbios ligados ao estresse, não adianta se o Instituto Ráshuah trabalha também nesse sentido desde a sua fundação, pois o início e o fim de tudo isso, repousa e depende de sua atitude.

Tenha uma atitude positiva em relação a si!

Aprenda a relaxar para aprender como lidar com o estresse, pois o mundo pode não mudar, mas sua atitude perante o mundo pode mudar e muito!

Fique em paz, no amor e na divina perfeição que somos todos nós, almas divinas
Com amor, Vera Calvet

domingo, 31 de janeiro de 2010

CONVERSANDO SOBRE VIDAS PASSADAS


Como espiritualista, interessam-se muito as reflexões sobre vidas passadas e sobre reencarnação, por considerar de suma importância esses dois aspectos das nossas várias vidas anteriores à nossa presente passagem pela terra, principalmente pelas luzes que podem trazer ao nosso entendimento acerca das nossas vicissitudes e venturas no convívio com os nossos semelhantes.

O texto de Marcial Sallavery, que selecionei para refletir sobre esses temas, é excelente e muito esclarecedor, notadamente para quem se vê confrontado com problemas de relacionamento difíceis de compreender e explicar.


Para podermos falar em vidas passadas, devemos encarar com seriedade a teoria espírita que fala sobre "Reencarnação". Sempre que formos abordar temas sobre coisas espirituais, devemos despir-nos de quaisquer eventuais preconceitos sobre questões religiosas, apenas procurando analisar o texto em si, lendo-o e meditando sobre o assunto.

Algo que pode confirmar a teoria da reencarnação são as chamadas "crianças-prodígio", ou seja, crianças que apesar da tenra idade exibem talentos bem acima do normal, mas quando se tornam adultos, não mostram a mesma evolução, ficando praticamente estagnadas no estágio de criança-prodígio.

A reencarnação explica o fato, informando tratar-se de um espírito que reencarnou rapidamente, entrando adulto no corpo do recém nascido. A explicação satisfaz e até mesmo justifica-se, pois a ciência não conseguiu ainda explicar o porque de certas crianças serem bem mais evoluídas durante a infância, e depois serem adultos normais, dentro da média de sua evolução normal. Outro ponto que merece uma análise mais profunda, é aquele que fala sobre "resgate de vidas passadas". O que poderia ser esse resgate, e como explica-lo?

Desde que o mundo é mundo, sempre alguém provocou danos físicos ou morais a alguém, muitas vezes causando grandes sofrimentos, e até mesmo a morte. Como ficou essa dívida pendente, ela apenas poderá ser resgatada em novos encontros entre esses espíritos em vidas futuras, claro que vestindo corpos diferentes.

Podemos justificar esse fato, lembrando que durante nossa vida temos freqüentes encontros e desencontros, com pessoas que, ou nos atraem de uma maneira inexplicável, provocando uma certa aura de simpatia, ou nos repelem, despertando-nos antipatia gratuita. Como explicar tais sentimentos por pessoas que muitas vezes, acabamos de conhecer? Ou sequer conhecemos?

No caso da Internet, muitas vezes alguém nos desperta profunda amizade, sem que saibamos o porque, da mesma maneira que apenas lendo algo escrito, sentimos antipatia por outras. Podemos encontrar justificativas em fatos ocorridos em vidas anteriores, e os espíritos se entendem, ou não, sem maiores justificativas. Gosto de fulano, não gosto de sicrano... Por que será?

Assim é o amor. Não existem razões plausíveis para o fato de amarmos determinadas pessoas, ou de detestarmos outras. Existem casos de pessoas de temperamentos totalmente antagônicos, que teoricamente sequer poderiam estar perto, e que se amam, unem-se, e vivem uma vida inteira de plena felicidade, apenas aceitando o sentimento que vem lá de dentro, e que é mais forte do que a própria vida em si. São experiências trazidas de vidas anteriores, e que precisam ser complementadas ou resgatadas nesta passagem.

Assim como a aversão gratuita que sentimos por alguém, quando até dizemos que "nossos espíritos não batem", poderá ser algo vindo de uma vida passada. Algum mal feito, e que provoca esse sentimento de defesa, pois o débito ainda está latente. E muitas vezes o outro lado insiste na amizade, procura por todas as maneiras agradar, sendo sempre repelido. É a tentativa de um pedido de desculpas, que nosso espírito ainda recusa.

Durante toda a vida soubemos de casos de pais e filhos que se amam muito, o que seria normal. Mas também sabemos de ódios totalmente inexplicáveis dentro de uma família, causando sua desagregação total. A única explicação plausível é aquela que vem de um lugar do passado.

O tema "vidas passadas" deve ser analisado com total isenção de ânimo, para que se possa chegar a um julgamento correto, mas os fatos em si já dizem alguma coisa em favor do assunto. São coisas que normalmente se atribuem a "coincidências", ou ao famoso "não sei porque", e que podem perfeitamente encontrar explicação no plano espiritual.

Vidas passadas, portanto, é algo para ser muito bem estudado.
______________________________
Autor: Marcial Salaverry


quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

“ISSO TAMBÉM PASSA”.


  Certo dia um sacerdote percebeu a seguinte frase em um pergaminho pendurada aos pés da cama de seu mestre: “ISSO TAMBÉM PASSA”, e com a curiosidade inerente de cada ser humano resolveu perguntar: Mestre, o que significa essa frase em cima de sua cama dizendo: “ISSO TAMBÉM PASSA”?




E o mestre sem titubear lhe responde: A vida nos prega muitas peças, que podem ser boas ou não tão boas assim, mas tudo significa aprendizado.  Recebi esta mensagem de um anjo protetor num desses momentos de dor onde quase perdi a fé.

Ela é para que todos os dias antes de me levantar e de me deitar possa ler e refletir, para que quando tiver um problema, antes de me lamentar eu possa me lembrar que … “ISSO TAMBÉM PASSA”, e para quando estiver exaltado de alegria, que tenha moderação e possa encontrar o equilíbrio, pois “ISSO TAMBÉM PASSA”.



Tudo na vida é passageiro assim como a própria vida, tanto as tristezas como também as alegrias, praticar a paciência e perseverar no bem e nas boas ações, ter simplicidade, fé e pensamentos positivos mesmo perante as mais difíceis situações é saber viver e fazer da nossa vida um constante aprendizado.


É ter a consciência de que todas as pessoas erram, de que o ser humano ainda é um ser imperfeito em busca da perfeição e por isso ainda sofre, é saber que se muitas vezes nos decepcionamos com pessoas é porque esperamos mais do que elas estão preparadas para dar, dentro de seu contexto e grau de compreensão.


Deste modo meu amigo, toda vez que olho para essa frase, meu coração se aquieta e a paz me invade, pois sei que … “ISSO TAMBÉM PASSA”.


________________________________________________________
Autora: Rita. Postado no blog http://refletiresentir.blogspot.com




terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Tá doendo?... Então, solta!



Sabe quando você vive uma situação difícil, angustiante e que te incomoda? Quando você não sabe o que dizer, o que fazer ou como agir para que a dor passe ou ao menos diminua?

Pois vou te contar o que tenho descoberto, por experiência própria! Em primeiro lugar, observe a situação toda e, sobretudo, observe a si mesmo e os seus comportamentos.

Errou? Tente consertar e, de qualquer modo, peça desculpas!

Fez ou falou o que não devia? Explique-se, seja sincero, não tente esconder seu engano ou fingir que nada aconteceu... Valide a dor do outro, sempre.

Ta difícil conseguir uma nova chance? Dê um tempo. Espere... Às vezes, algumas noites bem dormidas e alguns dias sem a imposição de sua presença ou a insistência de suas tentativas são preponderantes para que os sentimentos bons sejam resgatados e para que um coração possa ser reconquistado.

Por fim, fez tudo isso e não deu certo? Não rolou? A pessoa até te perdoou, mas a massa desandou, a história se perdeu, os desejos esfriaram?!?

Você se sente inconformado, esmagado pelo arrependimento, atordoado pela tristeza do que poderia ter sido e não foi? Tem a sensação de que estragou tudo? Não sabe mais o que fazer para parar de doer? Acredite, só tem um jeito: solta!

A dor é conseqüência de um apego inútil! Deixa ir... Deixa rolar... Se você já fez o que podia fazer, tentou e não deu, confie na vida, confie no Universo e siga em frente. Pare de se lamentar, pare de se debater e de se perder cada vez mais, e tenha a certeza absoluta de que o que tiver de ser, será!

Quando essa certeza chega, é impressionante: a gente simplesmente relaxa e solta! E quando solta, a dor começa a diminuir, e a gente começa a compreender que está tudo certo, mesmo quando não temos a menor idéia de que certo é esse. Mas quando menos esperamos, tudo fica absolutamente claro!

Não se trata de desistir, mas de confiar! Isso é o que se chama FÉ! Isso é o que desejo a mim e a você, quando algo estiver doendo em nós...

Autor: LUIZ ANTONIO BELLEI

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

A deslealdade



Gostei muito do texto que selecionei para postar hoje. A sua autora discorre muito bem acerca da lealdade entre as pessoas. Acredito que este seja um ótimo tema  para a nossa reflexão e aplicação em nossas vidas.


"Tenho pensado muito no valor da lealdade, um princípio elementar incrustado na minha personalidade, por obra de meus pais que a moldaram assim. Dou lealdade e cobro lealdade e não acredito na firmeza de nenhum relacionamento, de qualquer natureza, conjugal, sentimental, amoroso ou profissional, sem lealdade.


Se não há lealdade entre as pessoas, não há sinceridade e o relacionamento se assenta em castelo de areia. Falta solidez, falta franqueza, falta o cruzar de olhares que não piscam, nem se desviam, porque nada temem. Falta a pureza de alma, o coração aberto, a consciência tranquila.

Quando alguém não é leal em um relacionamento, tudo é irreal, falso. A alma não se expõem, o coração não se abre, a consciência não se tranquiliza e tudo o mais não passa de um mundo de mentiras, com valores falsos que induzem ao erro.

A deslealdade é perniciosa, destrutiva, repugnante e só a pratica quem não conhece o valor do outro lado, a importância da sinceridade, da verdade, desses sentimentos fortes que estabelecem relações duradouras, que são positivas, que são para o alto e não baixo, que constróem e não destróem, que fazem o bem e não o mal.

Deslealdade é fingimento, é dissimulação, é o cultivo de valores menores, é negar a quem a exerce o direito de viver em paz, pois, não creio que conheça a paz, quem mente, quem esconde, quem omite, quem engana, já que todos esses factores são negativos, destrutivos e induzem a erros a vítima da deslealdade.

O homem desleal só está preocupado consigo mesmo, quer tirar proveito ou desfrutar de alguma vantagem, ou ainda se poupar de qualquer envolvimento em situações que a verdade produz. É cômodo alhear-se, mentir, ocultar, mas é bom? Não creio que seja bom nem para quem assim age.

Só a verdade, ainda que dura e cruel, constrói, e nós temos o dever de praticá-la, custe o que custar, para o bem do nosso próximo e também para nós mesmos. Ninguém gosta de ser salvo de deslealdade. Logo, uma viagem ao nosso interior vai mostrar que não devemos oferecer aos outros o que não queremos que nos ofereçam.

Autora:  Roxy - janeiro 20, 2006

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

"É preciso também que haja silêncio dentro da alma".





Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória.

Todo mundo quer aprender a falar, ninguém quer aprender a ouvir.

Pensei em oferecer um curso de escutatória, mas acho que ninguém vai se matricular.

Escutar é complicado e sutil.

Diz Alberto Caeiro que "não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma".

Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia.

Parafraseio o Alberto Caeiro:

"Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito; é preciso também que haja silêncio dentro da alma".

Daí a dificuldade: a gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor.

Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos...

Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela revolução de 64.

Contou-me de sua experiência com os índios: reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio.

(Os pianistas, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio, [...]. Abrindo vazios de silêncio. Expulsando todas as idéias estranhas.).

Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio.

Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos, pensamentos que ele julgava essenciais.

São-me estranhos. É preciso tempo para entender o que o outro falou.

Se eu falar logo a seguir, são duas as possibilidades.

Primeira: "Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado".

Segunda: "Ouvi o que você falou. Mas isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou".

Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada.

O longo silêncio quer dizer: "Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou". E assim vai a reunião.

Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos.

E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia.

Eu comecei a ouvir.

Fernando Pessoa conhecia a experiência, e se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras.

A música acontece no silêncio. A alma é uma catedral submersa. No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos. Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia, que de tão linda nos faz chorar.

Para mim, Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também.

Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto.
________________________________
Autor: Rubem Alves


terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Nada é tão Importante quanto o que nos faz refletir!


Vou começar falando sobre algumas reflexões que andei fazendo esses dias. Fui praticamente "atropelada" por alguns assuntos que muito me chamaram a atenção. Incrivelmente, estava vivendo dias de bastante introspecção, revendo alguns conceitos e verdades que amealhei até o presente. De repente, deparo-me com uma avalanche de informações acerca de temas místicos, científicos, astrológicos, ufológicos, etc, etc, tudo misturado e interligado, que me fizeram intensificar meu processo, já antes em andamento, de buscar minhas verdades.

O importante não é o que está escrito, em tantos blogs, sites e até revistas(um verdadeiro cochicho virtual). Importante é o que está nas entrelinhas, que é o que nos leva a refletir sobre um significado maior, que possa estar por trás de tudo. Não pretendo entrar em méritos, nem repartir minhas conclusões, em respeito à caminhada de cada um, porém, o que é certo, é que estamos realmente vivendo tempos de abertura de consciência, o que, acho, em alguns acontece de maneira consciente e, em outros, de forma inconsciente.

"Buda ensinou que até mesmo a felicidade pessoal é dukka – uma palavra da língua páli que significa “sofrimento” ou “insatisfação”. Ela é inseparável do seu oposto. Significa que a felicidade e a infelicidade são, na verdade, uma coisa só. Somente a ilusão do tempo as separa. Isso não significa uma negatividade.  É simplesmente reconhecer a natureza das coisas, para não viver atrás de uma ilusão pelo resto da vida. Nem quer dizer que você não deva mais apreciar os objetos e as circunstâncias agradáveis e bonitas. Porém, usá-los para procurar aquilo que não podem dar – uma identidade, um sentido de permanência e satisfação – é uma receita para a frustração e o sofrimento.

Toda a indústria da propaganda e a sociedade de consumo entrariam em colapso se as pessoas se tornassem iluminadas e deixassem de tentar encontrar as suas identidades através dos objetos. Quanto mais usarmos esse caminho para encontrar a felicidade, mais estaremos nos iludindo. Nada lá fora vai conseguir nos trazer satisfação, exceto por um tempo e de modo superficial. Mas talvez você precise passar por muitas decepções antes de perceber a verdade.

Os objetos e as circunstâncias podem lhe dar prazer, mas também vão lhe trazer sofrimento. Eles podem lhe dar prazer, mas não trazer alegria. A alegria não tem uma causa e brota dentro de nós como a alegria do Ser. É uma parte essencial do estado de paz interior, conhecido como a paz de Deus. É o nosso estado natural, não algo por que tenhamos de lutar para conseguir.

As pessoas, em geral, não percebem que a “salvação” não está em nada do que façam, possuam ou consigam. Aquelas que percebem ficam, muitas vezes, enfastiadas do mundo e deprimidas. Se nada pode lhes dar um verdadeiro prazer, será que resta alguma coisa por que se empenhar? Com que objetivo? O profeta do Velho Testamento deve ter chegado a essa conclusão quando escreveu: “Tenho visto tudo o que se faz debaixo do sol e eis que tudo é vaidade e uma luta contra o vento”. Quando você chega a esse ponto, está a um passo do desespero e um passo mais longe da iluminação.

Uma vez um monge budista me disse: “Tudo o que aprendi nos vinte anos em que sou monge pode ser resumido em uma frase: Tudo o que surge, desaparece. Isso eu sei”. O que ele quis dizer foi o seguinte: aprendi a não oferecer qualquer resistência ao que é; aprendi a permitir que o momento presente aconteça e a aceitar a natureza impermanente de todas as coisas e circunstâncias. Foi assim que encontrei a paz.

Não oferecer resistência à vida é estar em estado de graça, de descanso e de luz. Nesse estado, nada depende de as coisas serem boas ou ruins. É quase paradoxal, mas, como já não existe mais uma dependência interior quanto à forma, as circunstâncias gerais da sua vida, as formas externas, tendem a melhorar consideravelmente.

As coisas, as pessoas ou as circunstâncias que você desejava para a sua felicidade vêm agora até você sem qualquer esforço, e você está livre para apreciá-las enquanto durarem. Todas essas coisas naturalmente vão acabar, os ciclos virão e irão, mas com o desaparecimento da dependência não há mais medo de perdas. A vida flui com facilidade.

A felicidade que provém de alguma coisa secundária nunca é muito profunda. É apenas um pálido reflexo da alegria do Ser, da paz vibrante que encontramos dentro de nós ao entrarmos no estado de não-resistência. O Ser nos transporta para além das polaridades opostas da mente e nos liberta da dependência da forma. Mesmo que tudo em volta desabe e fique em pedaços, você ainda sentirá uma profunda paz interior. Você pode não estar feliz, mas vai estar em paz."

---------------------------------
fonte: O Poder do Agora.
Este texto foi retirado, na íntegra, do blog http://www.projeto2012.com/
Postado por Lílian Baroni www.avalonblogger.blogspot.comàs 11:07