21 de junho de 2017

O que é maturidade espiritual?


Perguntaram a Jalal ad-Din Muhammad Rumi, mestre espiritual persa do séc. XIII:

O que é veneno?
- Qualquer coisa além do que precisamos é veneno. Pode ser poder, preguiça, comida, ego, ambição, medo, raiva, ou o que for.

O que é o medo?
- Não aceitação da incerteza. Se aceitamos a incerteza, ela se torna aventura.

O que é a inveja?
- Não aceitação do bem no outro. Se aceitamos o bem, se torna inspiração.

O que é raiva?
- Não aceitação do que está além do nosso controle.
Se aceitamos, se torna tolerância.

O que é ódio?
- Não aceitação das pessoas como elas são. Se aceitamos incondicionalmente, então se torna amor.

O que é maturidade espiritual?

1. É quando você pára de tentar mudar os outros e se concentra em mudar a si mesmo.
2. É quando você aceita as pessoas como elas são. 
3. É quando você entende que todos estão certos em sua própria perspectiva.
4. É quando você aprende a "deixar ir".
5. É quando você é capaz de não ter "expectativas" em um relacionamento, e se doa pelo bem de se doar.
6. É quando você entende que o que você faz, você faz para a sua própria paz.
7. É quando você pára de provar para o mundo, o quão inteligente você é.
8. É quando você não busca aprovação dos outros.
9. É quando você pára de se comparar com os outros.
10. É quando você está em paz consigo mesmo.
11. Maturidade espiritual é quando você é capaz de distinguir entre "precisar" e "querer" e é capaz de deixar ir o seu querer.
E por último, e mais significativo:
12. Você ganha maturidade espiritual quando você pára de anexar "felicidade" em coisas materiais!

QUANTOS ESPÍRITOS ESTÃO AO SEU LADO?




Calcula-se que existam por volta de 6, 7 vezes mais espíritos desencarnados do que os 7 bilhões reencarnados na terra. E onde esses quase 50 bilhões de irmãos habitam, o que fazem? 
Muitos estão diretamente ligados à terra, à nossa mente, com compromisso com a evolução da humanidade e outros, ainda a caminho do bem, enfrentam os desafios dos seus próprios sentimentos na busca de vingança e alimentam certos vícios que carregam da experiência terrena. 
E nenhum deles, por mais que queiram, não possuem acesso a encarnados que não tenham semelhanças energéticas e de pensamento com eles. Portanto, nós que escolhemos nossas companhias. 


Ao menos cinco espíritos, em média, nos acompanham pelos mais diferentes motivos. Seja pelo nosso gosto musical, nossa profissão, nosso vício com sexo, álcool, tabaco, e nossas missões pelo bem coletivo ou por aquele ódio que consumimos silenciosamente. 
É a mais pura lei da atração energética, por isso a necessidade diária de prece, de conexão com a Espiritualidade Maior, a fim de apenas fortalecer os nossos laços com irmãos comprometidos com nosso progresso. 
Uma simples prece diária, a renovação de pensamentos e um passe semanal, acompanhada por uma boa palestra na casa de oração, uma leitura edificante, sem contar com a importância do trabalho voluntário, são ações que equivalem a um profundo banho energético na alma.

Então… que tipo de espírito você escolhe para estar ao seu lado? 
__________________________
Daniel Polcaro : jornalista e médium espírita.

18 de junho de 2017

QUEM VOCÊ FOI NA VIDA PASSADA?



O que eu fui na vida passada?
Quase todo mundo que acredita em reencarnação tem essa curiosidade de saber o que foi na vida passada. Na verdade, vida nós temos só uma. Nós somos seres imortais. Temos uma vida e experimentamos muitas existências.
Tudo o que nós já vivemos, tudo o que nós já sentimos, pensamos, falamos e fizemos está arquivado dentro de nós. Jesus se referiu a isso ao dizer que “até os fios de cabelo de vossas cabeças estão todos contados”. Mas evidentemente o nosso cérebro físico não tem acesso a esses dados. O cérebro físico pertence a essa existência terrena, não pode acessar dados de existências anteriores.
Há casos em que nós temos pequenas lembranças de outras existências. Nós lembramos de cenas, de situações, sentimos determinadas emoções que sabemos que não são da existência atual – e quem sente isso sabe que isso não é fantasia, é lembrança real.


Há casos também, mais raros, de pessoas, principalmente crianças, que lembram nitidamente de fatos da sua existência imediatamente anterior a essa. Alguns desses casos são relatados no livro 20 casos sugestivos de reencarnação, do Dr. Ian Stevenson – um pesquisador canadense, não-religioso, que dedicou a sua vida a pesquisar sobre a reencarnação. Nesses casos relatados por ele há inclusive sinais de nascença, nessas crianças, relacionados a fatos vivenciados por elas na existência anterior.
Existem vários fatores que são capazes de despertar lembranças de uma existência anterior. Algum lugar que visitamos, algum trauma que experimentamos, uma doença, um sonho – eu tive contato com alguns acontecimentos passados quando desdobrado, na chamada projeção consciente.
E existem métodos artificiais, provocados, para reativar a memória de outras existências. A regressão, a hipnose, a terapia de vidas passadas são talvez as mais conhecidas.
Particularmente eu não aconselho esses métodos. Não tenho nada contra. Mas, se o terapeuta não for suficientemente capacitado para conduzir o processo com segurança, os resultados podem ser bem diferentes daquilo que se espera. Temos que ter em mente que somos ainda muito imperfeitos, muito falhos, que já cometemos muitos erros e que já sofremos muito. Se nós lembrarmos de fatos desagradáveis que nos marcaram no passado e formos capazes de revivê-los, dando novo significado a eles, ótimo – mas se apenas lembrarmos, reavivando-os em nós, isso pode ser prejudicial.
Lembremos que nós reencarnamos próximo de pessoas com quem nós temos reajustes a fazer. Se recuperássemos a memória de experiências anteriores com essas pessoas talvez não saberíamos lidar muito bem com isso.
Na verdade, se nós nos dedicamos a estudar as coisas do espírito, se nós adotamos a prática de servir ao próximo, e se nós reservamos algum tempo para analisar a nós mesmos, ao autoconhecimento, a perscrutar a própria consciência, nós descobrimos quem somos.

O que nós somos hoje é o resultado do que nós fomos em outras existências. Nós nos construímos todos os dias. Os nossos pensamentos íntimos, os nossos desejos mais secretos, os medos que nós não contamos pra ninguém, isso é o que nós conseguimos fazer com nós mesmos até agora. Se não está bom, temos que tratar de neutralizar essas características através do trabalho – não interessa toda a soma de experiências que nos fez assim.
Observe o tipo de pessoas que lhe atrai, o tipo de ambiente que você procura, as suas falhas de caráter – seja honesto nessa análise e você terá uma boa noção do que você fez em outras existências.
As suas tendências, os seus gostos, as suas capacidades, tudo isso fala de você. Não importa o que você foi e o que você fez – não importa O QUE, mas COMO. Como você ficou, como isso agiu em você – e para isso basta observar a si mesmo.

23 de março de 2017

Os mais terríveis inimigos do homem



Os mais terríveis inimigos do homem residem no país da alma e não vêm de fora, devendo ser combatidos com perseverante calma e continuada vigilância.
Conspiram contra a felicidade, esfacelam a esperança; consomem a alegria.
Porque convivem com o ser, disfarçam-se habilmente, transferindo a responsabilidade da sua perfídia e maldade para as demais pessoas.
Não se lhes pode convir, porquanto, cada vez se fazem mais dominadores, arrastando suas vítimas para as prisões sem paredes da revolta, da autocomiseração, da delinquência.
Esses adversários são o egoísmo, o medo, a inveja, a insatisfação.
O egoísmo é o chefe de todas as paixões inferiores, gerador de algemas que retêm o ser no primarismo da evolução.
O medo é o algoz que deflagra a guerra da autoaflição, semeando o pólen da angústia que leva à morte.
A inveja é o tóxico que alucina, estimulando à calúnia, ao crime, à destruição.
A insatisfação fomenta o desequilíbrio, tornando os sentimentos desarticulados nas suas funções mantenedoras da emotividade, da realização enobrecida.
Gera ansiedade como desinteresse, frustração como complexo de inferioridade.
O aprendiz, que anela pela vitória, deve ser exigente para consigo mesmo e benevolente para com o próximo, trabalhando sempre pela transformação desses inimigos em companheiros que lhe facultem a generosidade radiosa, enriquecedora.
A coragem disciplinada, que o faça um estoico, o otimismo radiante, que o transforme em dínamo gerador de alegria e a saúde plena, que lhe transpareça em forma de solidariedade, de reconhecimento à vida, a ninguém impondo carga de dores desnecessárias.

Fonte: Psicografia de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis