31 de julho de 2018

Provas e expiações






Na verdade, não sabemos desses detalhes. Sabemos que todos nós que estamos aqui encarnados na Terra estamos sujeitos a provas e expiações. Alguns, um pouco mais a frente, enfrentam apenas as provas. Outros de nós, ainda com mais débitos gerados no passado, além das provas precisam enfrentar suas expiações. 
O quando e como saber acerca dessas provas derivam do nosso exercício cotidiano de autoconhecimento e observação de nossa própria vida.
Isso mesmo, basta ter atenção em relação àquilo que estamos vivenciando e nos causando algum desconforto. Enquanto está tudo confortável, não estamos sendo provados. Como consequência, não estamos crescendo.
Nosso crescimento é proporcional ao nosso desconforto. É assim em tudo na vida. Para irmos além, é preciso que a gente esteja submetido a algum tipo de pressão e incômodo que nos faz perder parte do nosso sossego.
No entanto, a maioria de nós não é treinada para pensar e analisar assim. Quando estamos incomodados, logo queremos nos livrar do incômodo e voltar para nossa tranquilidade, para nossa zona de conforto. Só que quando voltamos a ela paramos de crescer.
Por isso, se queremos saber e aprender sobre nossas provas devemos estar atentos aos acontecimentos e nos perguntar:
a) O que esses acontecimentos da vida (provas) estão me fazendo aprender?
b) O que eles estão tentando me ensinar e eu não estou enxergando e, portanto, não estou conseguindo aprender?
c) O que preciso fazer para aprender e superar essa prova?
d) Por que essa prova é importante para mim? Qual o aspecto de crescimento moral que ela me trará? (Eis a origem da prova)

Quanto mais nos desenvolvemos como seres espirituais, mais nossa espiritualidade amiga nos contemplará com provas que exijam mais de nós. Uma vez enfrentada e superada a prova, normalmente um período de refazimento e calma nos é concedido, até que estejamos prontos para novo ciclo de provações e crescimento.

E você: está pronto para suas provas atuais?
Fraternalmente,

Equipe Um Caminho

7 de maio de 2018

Por que sofremos?





Primeiramente, porque vivemos em um planeta de Provas e Expiações, ou seja, num planeta onde encarnam espíritos comprometidos com as Leis de Deus, porém, nosso planeta Terra já iniciou o processo de transição para um mundo regenerador.
Estes espíritos estão tendo a oportunidade de corrigir faltas que cometeram em uma vida anterior.
Na família, por exemplo, geralmente, nos reencontramos com os desafetos do passado que voltam como pai, mãe, filhos, irmãos, etc.
Por isso, nos afinamos mais com uns do que com outros.
É a oportunidade de fazermos as pazes.
Assim acontece com as doenças. Elas nos mostram o quanto é necessário prevenir para não precisar cuidar dela.
Se uns estão sofrendo é porque estão colhendo e se outros estão abusando colherão.
Muitas vezes, sofremos por falta de cuidado nesta vida em que estamos agora.
Por exemplo: quando não tomamos cuidado ao atravessar a rua, quando dirigimos sem respeito às leis de trânsito, quando transgredimos as leis dos homens, quando fazemos uso de drogas lícitas e ilícitas, quando usamos o sexo de maneira promíscua e contraímos doenças, quando abusamos da saúde, etc.
Mas, há Espírito que pede para reencarnar com problemas, dores ou dificuldades para que lhe sirva como prova, para que ele evolua mais rapidamente ou para ajudar uma família, um grupo de pessoas, uma comunidade, etc.
Por isso, não devemos julgar, mas ajudar sempre para aliviar um pouco a dor e sofrimento do próximo.
Pois também precisamos que façam o mesmo por nós.
Por isso, muitos não conseguem cura na medicina dos homens e nem nas curas espirituais.
Tudo tem um sentido que pode estar no passado reencarnatório daquela pessoa ou no presente.
Ninguém sofre sem que haja um significado útil e necessário, senão Deus seria injusto.
Por isso, devemos cuidar da saúde física e espiritual porque, tudo que fizermos hoje, colheremos amanhã.
Este amanhã pode ser nesta vida ou em outra.
Lembremos também que, O AMOR COBRE MULTIDÃO DE ERROS, ou seja, todo bem que fizermos poderemos quitar débitos.
Então, se trazemos um carma de ficar cego, por exemplo, com o bem que praticarmos, poderemos amenizar o débito e ficar apenas com um problema de visão.
Então, muita cura é mérito, mas também pode ser um chamamento para despertarmos nosso lado espiritual que está esquecido.
Por isso, fiquemos atentos!

Fonte: Texto de Rudymara.

15 de dezembro de 2017

Espíritos perturbadores

Sim, produzem perturbações, os Espíritos que se debatem em aflição, na retaguarda do Além-túmulo, e, na agonia, esparzem inquietação. Perturbados, disseminam intranqüilidade; ociosos, divertem-se, tumultuando; vitimados pela maldade em que sucumbiram, destilam energias deletérias, que terminam por infelicitar. Não nos referimos, aqui, à problemática obsessiva, propriamente definida. Ocorre que, cada um, em situando o coração onde coloca os interesses, ao concentrar-se, sintoniza com mentes idênticas, que respondem aos apelos formulados, por meio de expressões equivalentes ou através de atos idênticos. 
Vives sob a construção do que pensas, e cultivas o campo em que colocas as aspirações. Seja consciente da responsabilidade ou não, a vida responde conforme a pauta das interrogações que se formulam. Se te aclimatas à conservação da ira, sintonizarás com Espíritos odientos, que te cercearão o avanço. 
Se formulas idéias pessimistas, identificar-te-ás com Espíritos perturbadores, que se comprazem nas cogitações enfermiças do pensamento em desalinho. Se te distrais no dever espiritual, facultas o conúbio com Espíritos inferiores, que te sitiam a casa mental, gerando desequilíbrios nos centros do teu discernimento. 
Se te permites leviandades e cogitações perniciosas, serão inumeráveis os pensamentos venais que te advirão, em 
processos hipnológicos de longo curso, em que se adestram os Espíritos vingativos e perversos, Sim, perturbam os homens da Terra, os que chegaram ao Mundo Espiritual perturbados, vencidos, infelizes em si mesmos. 
Antes que lobriguem a sintonia perfeita com a tua mente, levanta-te pela austeridade moral, disciplinando os pensamentos e as atitudes, a fim de librares acima das faixas densas e nefastas em que se situam os perturbados espirituais, nossos irmãos enfermos da retaguarda evolutiva, podendo, então, ajudá-los com segurança. 
Instado, momentânea ou repetidamente a quaisquer injunções negativas, lembra-te da higiene mental pela prece e pela meditação, não te favorecendo o devaneio infeliz. 
Mantém, assim, os pensamentos na diretriz evangélica e alça-te à luz do Amor, porque somente no clima e nas paisagens do amor de Nosso Pai haurirás a vitalidade essencial para o indispensável amor que liberta e felicita, no mesmo teor com que nos ama Jesus, libertando- te, por fim, das constrições lamentáveis que são produzidas pêlos perturbadores espirituais.

Celeiro de Bênçãos (psicografia Divaldo Pereira Franco - espírito Joanna De Angelis)


26 de junho de 2017

O espírito assiste ao enterro?


Frederico Figner, que no livro Voltei adotou o pseudônimo de “irmão Jacob”, psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier, foi diretor da Federação Espírita Brasileira e espírita atuante, prometeu escrever do além tão logo lá chegasse. Quando encarnado, acreditava que a morte era uma mera libertação do espírito e que seguiria para as esferas de julgamento de onde voltaria a reencarnar, caso não se transferisse aos Mundos Felizes. Mas, conforme seu depoimento, o que aconteceu após a sua desencarnação não foi bem assim.
Deixou-nos um alerta. “Não se acreditem quitados com a Lei, atendendo pequeninos deveres de solidariedade humana.”
Quando ainda doente no mundo espiritual, pediu para escrever sobre o que acontece após morte. Recebeu permissão, mas encontrou dificuldades fluídicas. Ofendeu-se quando foi impedido de se comunicar.
Irmão Andrade, seu guia espiritual, ajudou na sua desencarnação. Ele sentiu dois corações batendo. A visão alterava-se. Sentia-se dentro de um nevoeiro enquanto recebia passes. A consciência examinava acertos e desacertos da vida, buscando justificativas para atenuar as faltas cometidas.
De repente, viu-se à frente de tudo que idealizou e realizou na vida. As ideias mais insignificantes e os mínimos atos desfilavam em uma velocidade vertiginosa. Tentou orar, mas não teve coordenação mental. Chorou quando viu o vulto da filha Marta aconselhando-o a descansar.

PRECISARIA DE MAIS TEMPO PARA O DESLIGAMENTO TOTAL
Durante o transe, amparado por sua filha Marta, tentou falar e se mexer, mas os músculos não obedeceram. Viu-se em duplicata, com fio prateado ligando-o ao corpo físico. Precisaria de mais tempo para o desligamento total.
Sua capacidade visual melhorou e divisou duas figuras ao lado da filha Marta: Bezerra de Menezes e o irmão Andrade. Tentou cumprimentá-los, mas não conseguiu se erguer. Continuava imantado aos seus objetos pessoais. Precisava sair daquele ambiente para se equilibrar.
Foi levado para perto do mar para renovar as forças. As dores desapareceram. Descansou. Teve a sensação de haver rejuvenescido e notou que estava com trajes impróprios, na ilusão de encontrar alguém encarnado.
Na volta para casa, vestiu um terno cinza. Uma senhora encarnada que caminhava em direção a eles passou sem que nada ocorresse de ambos os lados. Recomposto da surpresa foi informado que estão em dimensões diferentes. No velório, projeções mentais dos presentes provocam-lhe mal-estar e angústia.
No velório, Jacob analisou as dificuldades e as lutas de um “morto” que não se preparou. Os comentários divergentes a seu respeito provocaram-lhe perturbações passageiras. Continuava ligado ao corpo. Bezerra esclareceu que não é possível libertar os encarnados rapidamente, depende da vida mental e dos ideais ligados à vida terrestre.
A Conversação. Jacob melhorou e se aproximou de amigos encarnados, mas não do corpo, conforme orientação recebida. Percebeu entidades menos simpáticas e foi impedido de responder. Decepcionou-se com comentários de amigos encarnados sobre as despesas do enterro. Não conseguiu suportar estes dardos mentais.

ENTERROS MUITO CONCORRIDOS
Viu círculos de luz num dos carros, e percebeu orações a seu favor, e alegrou-se. Assistiu de longe, pois Bezerra informou que enterros muito concorridos impõem grande perturbações à alma. Descobriu que quem não renunciou aos hábitos e sentidos do corpo demora para se desprender.
Entre companheiros. Finalmente liberto do corpo, Jacob visitou seu lar e seu núcleo de trabalho. Abraçou amigos e seguiu em direção à praia para se reunir com outros espíritos recém-desencarnados. Durante o trajeto, ficou preocupado por não lembrar de vidas passadas e por não saber onde iria morar. Sua filha garantiu que tudo seria solucionado pouco a pouco.
Minutos depois, respeitável senhora chegou acompanhada de benfeitores e saudou a todos. Jacob viu uma luz irradiando de seu tórax e sentiu inveja. Marta o repreendeu. Bezerra fez uma preleção informando que aqueles que não tiverem serenidade terão dificuldades no caminho que será percorrido até a colônia espiritual.

COMO DEVEMOS PARTICIPAR DE UM VELÓRIO
Como se trata de um evento muito delicado para o desencarnante, gostaríamos de relacionar alguns comportamentos para todos aqueles que se dirigirem a um velório:
- Orar com sinceridade em favor do desencarnante e de sua família, compreendendo que mais cedo ou mais tarde chegará a nossa hora e que, então, constataremos o gigantesco valor da prece a nós dirigida em situações como a desencarnação;
- Esforçar-se para não lembrar episódios infelizes envolvendo o desencarnante, compreendendo que todo pensamento tem elevada repercussão espiritual;
- Estar sempre disponível para o chamado “atendimento fraterno” com os irmãos presentes, mas não esquecer que o velório não é uma situação adequada a debates de natureza filosófico-religiosa;
- Respeitar a religião de todos os presentes e os cultos correspondentes a essas crenças, buscando contribuir efetivamente para a psicosfera de solidariedade do ambiente mesmo que em silêncio;
- Não perder o foco do objetivo maior da presença no velório, que é o auxílio espiritual ao desencarnante e aos familiares, assim como aos Espíritos desencarnados que estejam no local necessitando de auxílio através da oração para contribuir no desligamento do desencarnante;
- Se convidado a enunciar prece ou algumas palavras de homenagem ao desencarnante, tomar o cuidado de manter sempre a brevidade, a objetividade e o otimismo, evitando quaisquer imagens negativas que possam ser sugeridas por nossas palavras em relação aos irmãos presentes, sejam eles encarnados ou desencarnados;
- Aproveitar a ocasião para refletir sobre a impermanência de todas as situações materiais da vida física, fortalecendo o nosso desejo de amar e servir durante o tempo que ainda nos resta no corpo físico.

OS ESPÍRITOS NÃO FICAM NAS SEPULTURAS
Como se sabe, a visita às sepulturas apenas expressa que lembramos do amado ausente. Mas não é o lugar, objetos, flores e velas que realmente importam. O que importa é a intenção, a lembrança sincera, o amor e a oração. Túmulos suntuosos não importam e não fazem diferença para quem parte.
No programa Debate na Rio, que apresento na Rádio Rio de Janeiro, um ouvinte perguntou onde ele poderia orar no dia 2 de novembro pela alma de um amigo que foi cremado, e as cinzas jogadas no mar. Eu respondi que ele poderia orar de um leito de hospital, no templo religioso, em casa ou na prisão, pois não é preciso ir ao cemitério para orar pelo falecido. Os espíritos desencarnados não ficam nos túmulos presos aos despojos mortais. Eles continuam vivendo perto de nós ou nas Colônias Espirituais, como “Nosso Lar”, mostrada em filme.
Podemos, portanto, orar pelos espíritos, onde estivermos. O lugar não importa, desde que a prece seja sincera. Da mesma forma que ligamos pelo celular para alguém que mora em outro país, podemos também orar de qualquer lugar para os entes queridos que vivem na pátria espiritual, usando o “celular” do pensamento. Quando oramos, a força do pensamento emite um fio luminoso impulsionado pelo sentimento de amor, indo ao encontro do espírito para o qual rogamos as bênçãos de Deus.
Porém, o que importa é orarmos com sinceridade em benefício deles; afinal, se os nossos parentes e amigos já são felizes, as nossas preces aumentarão ainda mais essa felicidade. Por sua vez, caso estejam sofrendo, como os espíritos dos suicidas, as nossas orações têm o poder de aliviar os seus grandes sofrimentos. Isso acontece quando oramos; a força do nosso pensamento emite um fio luminoso impulsionado pelo sentimento de amor, que segue em direção ao espírito para o qual rogamos as bênçãos de Deus.

FALAR COM OS DESENCARNADOS PELA ORAÇÃO
Quando sentimos saudade dos parentes ou dos amigos que estão vivendo muito distantes de nós, simplesmente telefonamos para eles, matando a saudade. Assim acontece, também, quando sentimos falta dos entes queridos que partiram para o mundo espiritual, e falamos com eles através da oração. Para tanto, usamos o “celular” do nosso pensamento, pois ao orarmos, emitimos um fio luminoso que é impulsionado pelo sentimento de amor, que vai em direção a esses espíritos que continuamos amando e que continuam a nos amar. Pelo “celular” do nosso pensamento, podemos ligar para eles de qualquer lugar onde estejamos.
Mas veja só, leitor amigo: se antes eu já não ia ao cemitério no Dia de Finados, agora muito menos, após ler a mensagem enviada por um “morto” através do médium Chico Xavier. O espírito, cujo corpo foi enterrado no dia dois de novembro, relata o sufoco porque passou, diante da grande perturbação no ambiente espiritual do cemitério. Essa mensagem psicografada, do livro Cartas e Crônicas, citei também no capítulo “Finados”, do livro de nossa autoria O Que Ensina o Espiritismo, ambos disponíveis no CEERJ, tel: (21) 2224-1244.