27 de dezembro de 2013

Consciência após a morte na ciência



Segundo Carlos Antonio Fragoso Guimarães a Psicologia Transpessoal é a corrente mais avançada em Psicologia que acredita na consciência após a morte. Segundo Carolina Ioca a Psicologia Transpessoal é um instrumento de pesquisa da natureza essencial do ser. Para ela a energia nunca morre, mas sempre se transforma. A energia seria igual a consciência que seria igual ao infinito.
Aporte a Psicologia, na medicina, uma pesquisa de quase morte feita em dez hospitais da Holanda, pelo dr. Sam Parnia e o dr. Peter Fenwick observou mil e quinhentas pessoas em seu leito de morte. Destas, noventa por cento sofreram ataques cardíacos e dez por cento, foram vítimas de acidentes.
Foram constatadas mortas pois o coração, a respiração e os impulsos cerebrais haviam parado.
Dez por cento destes pacientes, que puderam ser ressuscitados, tiveram certas experiências no tempo em que estavam mortos.
Como exemplo relataram que podiam ver e ouvir o que estava acontecendo na sala onde estavam. Já que haviam sido considerados mortos, como isso pode acontecer? Alguns pacientes reconheceram pessoas que ajudaram na sua ressurreição. Outros se lembram das conversas entre os médicos. Eles enxergavam o que os médicos faziam para trazê-los de volta à vida.
Estas pesquisas são muito curiosas. Como explicar que pessoas devidamente mortas possam ter vivenciado as situações reais que ocorriam no hospital.
Nesta mesma pesquisa alguns pacientes experimentavam inclusive ver e ouvir coisas em outros lugares do hospital. Um deles, relatou que foi até o recinto ao lado e conversou com uma mulher que também estava clinicamente morta.
Um relato impressionante foi que enquanto do lado de dentro os médicos trabalhavam pra ressuscitar um homem, este mesmo homem jura que foi passear, viu um conhecido no parque, o que foi confirmado depois pelo próprio.
Neste mesmo passeio o paciente testemunhou um atropelamento na rua. O atropelado e o paciente chegaram até a conversar. O atropelado sumiu em uma luz, o paciente sentiu uma forte atração para voltar para o hospital.
Os pesquisadores checaram a história na delegacia. O atropelamento aconteceu exatamente como ele falou. Incrível!
A pesquisa foi tão motivadora que os médicos formaram uma fundação para estudos sobre vida após a morte, vista a necessidade de continuar pesquisas em escala maior.

Autor: Dark


24 de novembro de 2013

As curas do Espiritismo



O Espiritismo é ainda procurado pela maioria para a cura do corpo. Qualquer Centro Espírita que tenha um médium curador terá sempre bom público em suas dependências.
Vê-se claramente isto quando se comparam Centros que ensinam o Evangelho e a Doutrina Espírita, como prioridades, e as Casas que oferecem vantagens materiais de toda ordem. Sejam os alimentos, os enxovais ou o tratamento da saúde por meio de cirurgias mediúnicas ou remédios fora da medicina tradicional. 
É certo que devemos cuidar do corpo porque ele é o templo do Espírito. O que nos causa estranheza é que o Espiritismo ainda não foi devidamente compreendido como a doutrina de libertação do homem pelo conhecimento, conforme explicou Jesus: “conhecereis a verdade e ela vos fará livres”. 
No seu apostolado na Terra, em três curtos anos de missionário, Jesus fez pouquíssimas curas de corpos, deixando claro que a cura mais importante é a da alma. Uma alma saudável terá sempre um corpo igualmente sadio. 
Embora a cura do corpo sirva como semente para chamamento dos descrentes ou para os que desconhecem os meandros da vida, será sempre importante acompanhar a cura de uma orientação para que o beneficiado compreenda porque se operou nele a oportunidade de melhorar. 
As pessoas que só procuram o Espiritismo quando adoecem, porque na maioria das vezes nem praticam esta religião, irão embora logo depois de atendidas e acabarão por adoecer novamente porque não aprenderam a se curar. O socorro imediato, de fora para dentro, não soluciona o problema, porque a doença, o Espiritismo nos explica, é um reflexo do comportamento desregrado da pessoa.
Que Deus abençoe os que curam e os que são curados. Que eles saibam ser agradecidos pela oportunidade de dar e de receber ajuda. Mas seria muito bom se todos os que se beneficiam da cura deixassem de praticar sempre as mesmas coisas porque adoecerão de novo. Sem a modificação da alma o corpo jamais será saudável. E quem veio para curar, cuide para não praticar atos que possam causar, em si próprio, lesões irreversíveis! 

Octávio Caúmo Serrano
Jornal “O Clarim”


23 de agosto de 2013

A inteligência anterior (conhecimento de outras reencarnações) pode estar no cérebro físico?


No item 225 Cap. XIX do Livro dos Médiuns consta:
“Com um médium, cuja inteligência atual ou anterior se ache desenvolvida, o nosso pensamento se comunica instantaneamente. Nesse caso encontramos no cérebro do médium os elementos próprios a dar ao nosso pensamento a vestidura da palavra que lhe corresponda.”

Resposta:
A inteligência objetiva, fruto do aprendizado na encarnação vigente, está disponível para a atual encarnação. Ou seja, conhecer como realizar um cálculo complexo, uma linguagem de programação de computador etc. é algo que se aprende, mas não se leva para a próxima existência. Porém, todo o desenvolvimento intelectual exercido ao longo de todas as existências prepara a qualidade mental do espírito para fazer ligações de causa e efeito que, ao longo das existências, vai moldando não só o caráter do espírito como também sua capacidade analítica e seu poder de síntese, constituindo-se assim numa espécie de inteligência subjetiva. Ou seja, não falamos aqui de conhecimentos exatos e lembranças precisas, mas de uma capacidade desenvolvida que o espírito não perde mais, na medida em que consolida e aprimora continuamente sua estrutura de pensamento e forja sua velocidade de raciocínio, sua maior eficiência no inter-relacionamento de situações, no cruzamento de informações e na qualidade, na agilidade e precisão de suas decisões.

25 de junho de 2013

Obsessão, Significado e Tratamento



OBSESSÃO, de acordo com a terminologia espírita, significa o domínio que alguns espíritos inferiores logram obter sobre os encarnados. Através desse domínio o espírito obsessor insufla-lhe idéias negativas, influenciando-o com seus sentimentos, desejos e emoções inferiores, de modo a infelicitar-lhe a vida. A continuidade do processo obsessivo pode causar, pela presença constante dos maus pensamentos e dos fluidos nocivos envolvendo o encarnado, doenças físicas e mentais.
Tal influência negativa é oriunda dos pendores malévolos e da ignorância do desencarnado, pois não compreenderam ainda o papel e a importância do amor, da caridade e do perdão. 
No Livro dos Médiuns, de Allan Kardec (Cap. XXIII, 2ª Parte), há a identificação de três graus de obsessão, de acordo com o maior ou menor constrangimento sofrido pelo obsidiado.

Assim, existe a OBSESSÃO SIMPLES, em que o encarnado sofre a má influência do obsessor, porém este não tem total domínio porque o encarnado pode, por si mesmo, através da oração, da adoção de atitudes positivas e otimistas, afastá-lo. 

O segundo tipo é o da FASCINAÇÃO, em que o obsessor influi sobre os pensamentos do encarnado, fazendo-o pensar e acreditar no que eles querem. 

A última modalidade é SUBJUGAÇÃO. Aqui o obsessor age sobre o corpo do obsidiado, obrigando-o a fazer o que não quer.

O obsessor não toma de assalto a nossa casa mental, na condição de invasor, como muitos pensam. Somos nós que lhe franqueamos a atuação. Abrimos-lhe a porta com nossas atitudes de egoísmo, ódio, ressentimento, orgulho, vaidade e ambição. A sua aproximação obedece à lei de sintonia mental, pela qual os iguais se aproximam, se aglutinam. 
Se o atraímos pela sintonia mental, temos, então, em nós a força de o repelir. Como? Alterando a nossa faixa sintônica, que ocorre pela mudança do comportamento, do pensamento, do sentimento, da forma de agir, que os atraiu, ou seja, criando uma atmosfera fluídica positiva, cujas vibrações superem as vibrações dos obsessores. Com este inestimável recurso combatemos a Obsessão e nos prevenimos contra ela.
A Doutrina Espírita orienta, como tratamento e prevenção da obsessão, os seguintes procedimentos:

1. Evangelho no Lar *
2. Reforma Íntima
3. Oração
4. Prática do amor, da caridade, do perdão, da humildade, etc
Em complemento aos procedimentos citados, que os obsidiados são orientados a praticar, o Centro Espírita oferece:
1. Esclarecimentos em Reuniões Doutrinárias
2. Fluidoterapia (Passes)
3. O benefício da doutrinação do obsessor
4. Acompanhamento da situação
5. Oportunidade de realização de Cursos e Estudos da Doutrina Espírita.

As obras básicas do Espiritismo, de Allan Kardec, de que faz parte o livro mencionado, oferecem conhecimentos valiosos que nos ajudam no combate eficaz contra o mal e no estabelecimento da esperança, do otimismo e da paz que Jesus deixou e que o mundo não pode dar.

Osvaldo Ourives

3 de junho de 2013

A Serenidade Sempre...

Todo homem sábio é sereno.
A serenidade é conquista que se consegue com esforço pessoal e passo a passo.
Pequenos desafios que são superados; irritação que se faz controlada; desafios emocionais corrigidos; vontade bem direcionada; ambição freada, são experiências para a aquisição da serenidade.
Um Espírito sereno já se encontrou consigo próprio, sabendo exatamente o que deseja da vida.
A serenidade harmoniza, exteriorizando-se de forma agradável para os circunstantes. Inspira confiança, acalma e propõe afeição.
O homem sereno já venceu grande parte da luta.
Que nenhuma agressão exterior te perturbe, levando-te à irritação, ao desequilíbrio.
Mantém-te sereno em todas as realizações.
A tua paz é moeda arduamente conquistada, que não deves atirar fora por motivos irrelevantes.
Os tesouros reais, de alto valor, são aqueles de ordem íntima, que ninguém toma, jamais se perdem e sempre seguem com a pessoa.
Tua serenidade, tua gema preciosa.
Diante de quem te enganou, traindo a tua confiança, o teu ideal, ou envolvendo-te em malquerença, mantém-te sereno.
O enganador é quem deve estar inquieto, e não a sua vítima.
Nunca te permitas demonstrar que foste atingido pelo petardo da maldade alheia. No teu círculo familiar ou social sempre defrontarás com pessoas perturbadoras, confusas e agressivas.
Não te desgastes com elas, competindo nas faixas de desequilíbrio em que se fixam. Constituem teste à tua paciência e serenidade. Assim exercita-te com essas situações para, mais seguro, enfrentares os grandes testemunhos e provações do processo evolutivo, sempre, porém, com serenidade.
(Texto de Joanna de Angelis, recebido espiritualmente pelo médium Divaldo Pereira Franco – Extraído do livro “Dimensões da Verdade” – Editora LEAL).



11 de abril de 2013

A escolha das provas antes da reencarnação.


Antes de começar uma nova existência corporal, o Espírito tem consciência e previsão das coisas que acontecerão durante sua vida? 
– Ele mesmo escolhe o gênero de provas que quer passar. Nisso consiste seu livre-arbítrio. 
Então não é Deus que impõe os sofrimentos da vida como castigo?– Nada acontece sem a permissão de Deus, que estabeleceu todas as leis que regem o universo. Perguntareis, então, por que Ele fez esta lei em vez daquela. Ao dar ao Espírito a liberdade de escolha, deixa-lhe toda a responsabilidade de seus atos e de suas conseqüências, nada impede seu futuro; o caminho do bem está à frente dele, assim como o do mal. Mas, se fracassa, resta-lhe uma consolação: nem tudo está acabado para ele. Deus, em sua bondade, deixa-o livre para recomeçar, reparando o que fez de mal. É preciso, aliás, distinguir o que é obra da vontade de Deus e o que é obra do homem. Se um perigo vos ameaça, não fostes vós que o criastes, foi Deus; mas tendes a liberdade de vos expor a ele, por terdes visto aí um meio de adiantamento, e Deus o permitiu. 
Se o Espírito tem a escolha do gênero de prova que deve passar, todas as dificuldades que experimentamos na vida foram previstas e escolhidas por nós? 
– Todas não é a palavra, porque não se pode dizer que escolhestes e previstes tudo que vos acontece neste mundo, até nas menores coisas. Vós escolhestes os gêneros das provas; os detalhes são conseqüência da situação em que viveis e, freqüentemente, de vossas próprias ações. Se o Espírito quis nascer entre criminosos, por exemplo, sabia dos riscos a que se exporia, mas não tinha conhecimento dos atos que viria a praticar; esses atos são efeito de sua vontade ou de seu livre-arbítrio. O Espírito sabe que, ao escolher um caminho, terá uma luta a suportar; sabe a natureza e a diversidade das coisas que enfrentará, mas não sabe quais os acontecimentos que o aguardam. Os detalhes dos acontecimentos nascem das circunstâncias e da força das coisas. Somente os grandes acontecimentos que influem na vida estão previstos. Se seguis um caminho cheio de sulcos profundos, sabeis que deveis tomar grandes precauções, porque tendes a probabilidade de cair, mas não sabeis em qual deles caireis; pode ser que a queda não aconteça, se fordes prudente o bastante. 

Fonte: extraído do Livro dos Espíritos, de Allan Kardec.








22 de março de 2013

Exteriorizando a Paz


A paz se exterioriza nos olhos de quem aprendeu a arte de ser sincero consigo mesmo. A meta mais fácil do mundo para se alcançar é ser como somos. A mais difícil é ser como as outras pessoas gostariam que fôssemos. A serenidade interior é conquista de quem possui autolealdade.
A Artemísia é uma planta balsâmica, de gosto amarga e utilizada como remédio. O sândalo é uma árvore de madeira resistente, da qual se extrai um óleo empregado em farmácia e perfumaria. Ambos são aromáticos e originários da Ásia, possuem algo em comum, mas têm utilidades completamente diferentes.
A natureza refuta a igualdade. Jamais foram encontradas duas flores idênticas; as semelhantes se modificam com o passar do tempo. Até as folhas de uma mesma árvore são desiguais, assim como variável é cada amanhecer.
Para desfrutarmos a paz verdadeira, precisamos entender que somos um núcleo de vida distinto; vivemos em comunidade, mas, sobretudo com nós mesmos. Somente empregando de maneira responsável nossa capacidade de sentir, de raciocinar e de realizar, livre de interferências dos cegos instintos e dos laços de dependência, é que podemos nos apaziguar de modo essencial.
Não nos reportamos a isso para nos envaidecer ou diminuir os outros, e sim para que tenhamos mais consideração pelo nosso universo pessoal.
É preciso que nos perguntemos: quem escolhe o que penso e o que sinto? Quem determina como vou agir? Cabe-nos, portanto, o domínio de nossa vida, pois falsas identidades podem estar controlando-nos a ponto de desperdiçarmos energias imprescindíveis à nossa harmonia e segurança.
Se procura serenidade, liberte-se da reação exagerada aos desejos dos outros.
Visualize a tranquilidade dos ambientes campestres. O vislumbre de uma tarde em lindo campo florido fala de paz a seu coração e o alivia prolongadamente.
Sua memória está repleta dessas associações, que seu dia-a-dia inquieto e intranquilo deixa muitas vezes escondido em sua mente.
Paz é, acima de tudo, harmonia consigo mesmo; em seguida, com os outros. É harmonia com Deus e com a Natureza. Paradoxo é almejar a paz e viver em discordância íntima.
A Excelsa Criação deu-lhe a habilidade de realização através da Natureza, assim como outorgou às plantas a capacidade de florescer. Nenhuma árvore de sândalo necessita que um botânico lhe diga como produzir sua essência aromatizante. Se você quiser transluzir a paz, seja fiel ao que é, dando ao Planeta os frutos de sua própria natureza.
A verdade é que, por mais que você se esforce para ser justo e consciente, sempre haverá alguém que interpretará mal seus atos e atitudes. Ninguém consegue agradar a todos.
Confie em si mesmo, confie em Deus. Apenas Ele maneja os fios invisíveis e infinitos de toda a existência humana.
Você encontrará a paz conscientizando-se de que cada um é uma ferramenta exclusiva e específica da Natureza, circunstancialmente trabalhando na Terra sob o Comando Divino.

Lourdes Catherine
Fonte: extraído do livro “Conviver e Melhorar”, de Francisco do Espírito Neto, pelo espíritos Lourdes Catherine e Batuíra. Editora Boa Nova.


13 de março de 2013

O Esquecimento do passado



 O esquecimento do passado é considerado a mais séria das objeções contra a reencarnação. Como pode o homem aproveitar da experiência adquirida em suas anteriores existências, quando não se lembra delas? Pois que, desde que lhe falta essa reminiscência, cada existência é para ele qual se fora a primeira; deste modo está sempre a recomeçar... Pareceria ilógico fazer-nos expiar em uma existência faltas cometidas nas vidas passadas, de que tivéssemos perdido a lembrança. Enfim, se o homem já viveu, pergunta-se: por que não se lembra de suas existências passadas?


RAZÕES DO ESQUECIMENTO

Allan Kardec [LE-qst 392-399] [ESE-cap V it 11] vai examinar essa questão. Depois de concluir que o esquecimento do passado atesta a sabedoria de Deus, pois a lembrança de existências anteriores traria inconvenientes muito graves, o Codificador apresenta as principais razões do ponto de vista moral:

a) A lembrança do passado traria perturbações inevitáveis às relações sociais: o Espírito renasce freqüentemente no mesmo meio em que viveu, e se encontra em relação com as mesmas pessoas a fim de reparar o mal que lhes tenha feito. Se nelas reconhecesse as mesmas que havia odiado, talvez o ódio reaparecesse. De qualquer modo, ficaria humilhado perante aquelas pessoas que tivesse ofendido.
Quantos ódios milenares são desfeitos em uma existência quando os adversários de ontem se reencontram na condição de pai e filho, de mãe e filha ou de irmãos consanguíneos? Se eles tivessem na consciência a lembrança das faltas cometidas uns contra os outros, dificilmente conseguiriam pacificar as relações. De tudo isto deduz-se que a lembrança do passado perturbaria as relações sociais e tornar-se-ia um entrave ao progresso.

b) Pelo esquecimento do passado o homem é mais ele mesmo: livre da reminiscência de um passado importuno, o homem viverá com mais liberdade, terá maior mérito em praticar o bem, e poderá exercitar seu livre-arbítrio de forma mais ampla.
A lembrança do passado poderia humilhar o Espírito culpado levando-o a muitos processos de auto-depreciação, como poderia também exaltar o orgulho dos Espíritos que tiveram um passado de destaque em qualquer área da atividade humana.
A vida terrestre é, algumas vezes, difícil de suportar; ainda mais o seria se, ao cortejo dos nossos males atuais, acrescesse a memória dos sofrimentos ou das vergonhas passadas;

c) O esquecimento do passado arrefece o complexo de culpa, dando condições ao Espírito culpado de renovar-se psiquicamente: muitos Espíritos faltosos encontram-se em terríveis sofrimentos purgatoriais. Nas diversas esferas da erraticidade, em função de um remorso estanque, de uma culpa neurótica, sem estrutura psicológica para reparar o passado através da prática do bem e de uma atitude mental positiva.
Esquecendo o passado, ele mergulha em nova vida, onde as oportunidades de ressarcimento se lhe apresentarão naturalmente sem que o remorso paralisante atormente a sua consciência frágil;

d) O esquecimento do passado é uma condição temporária: ocorre apenas durante a vida física. Volvendo à vida espiritual, readquire o Espírito a lembrança do passado. Nada mais há, portanto, do que uma interrupção temporária, semelhante à que se dá na vida terrestre durante o sono.
Ao retornar à vida extra-física, o homem vai, paulatinamente (mais ou menos rapidamente em função de sua evolução), tomando ciência de suas experiências anteriores, e então, já mais lúcido e tranqüilo, tem condições de tomar decisões sábias, preparando-se para novas batalhas.
Há, ainda, outra argumentação filosófica: por acaso o fato de não nos lembrarmos da nossa infância representa prova de que essa infância não existiu? Quantos acontecimentos vivemos, muitos deles, inclusive, perpetuados em fotografias, em filmes ou em gravações, e deles nos esquecemos completamente?

LEIA MAIS, clicando na frase abaixo.

Do ponto de vista científico, as razões que explicam porque perde o Espírito as lembranças do passado são de três ordens:
1. O restringimento do perispírito no processo encarnatório;
2. O estado de perturbação que acompanha o Espírito reencarnante;
3. A imaturidade das células do sistema nervoso central nos primeiros anos de vida.
Esses fatores se somando fazem com que em cada nova existência o Espírito se esqueça, em seu próprio benefício das experiências pretéritas.


INSTRUMENTOS DO PRESENTE

Se o homem esquece o passado, poder-se-ia objetar: como conduzir-se diante das provas, das opções, das situações difíceis que se lhe depararão na nova existência? Qual o caminho a seguir? Qual a atitude a tomar?
Kardec diz: "Deus nos deu, para nos melhorarmos, justamente o que necessitamos e nos é suficiente: a voz da consciência e as tendências instintivas. O homem traz ao nascer, aquilo que adquiriu. Ele nasce exatamente como se fez. Cada existência é para ele um novo ponto de partida. Pouco lhe importa saber o que foi: se está sofrendo, é porque fez o mal, e suas tendências atuais indicam o que lhe resta corrigir em si mesmo. Examinando suas aptidões, seus defeitos suas inclinações inferiores ele pode inferir de seu passado e buscar elementos para reestruturar-se moral e intelectualmente. É sobre isso que ele deve concentrar toda a sua atenção, pois daquilo que foi completamente corrigido já não restam sinais." [ESE-cap V it 11]
Examinando sempre sua consciência, estudando atentamente o que é certo e errado ele encontrará o caminho ideal a seguir, pois cada um traz impresso em seu interior as necessidades prementes e as resoluções tomadas quando no mundo espiritual. A estes fatores acrescem-se dois outros: a assistência dos bons Espíritos e as lembranças advindas durante o sono.
Não é somente após a morte que o Espírito terá recordações de suas outras existências. Muitas vezes, quando Deus julga útil, permite que o Espírito durante o desdobramento natural do sono, tenha lembranças fragmentárias de outras encarnações. Mesmo que não se lembre totalmente delas ao acordar, as manterá em seu campo psíquico sobre a forma de reflexos e condicionamentos positivos, que nos momentos de dúvida poderão auxiliá-lo a tomar as decisões corretas.
Por outro lado, todos nós, ao reencarnamos, passamos a ser assistidos por amigos espirituais que estarão ao nosso lado, sempre que necessário, velando por nós e nos inspirando nas decisões mais difíceis.


BIBLIOGRAFIA

1) O Livro dos Espíritos - Allan Kardec
2) O Que é o Espiritismo? - Allan Kardec
3) O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec
Apostila Original: Instituto de Difusão Espírita de Juiz de Fora - MG

3 de fevereiro de 2013

As curas do Espiritismo

O Espiritismo é ainda procurado pela maioria para a cura do corpo. Qualquer Centro Espírita que tenha um médium curador terá sempre bom público em suas dependências.
Vê-se claramente isto quando se comparam Centros que ensinam o Evangelho e a Doutrina Espírita, como prioridades, e as Casas que oferecem vantagens materiais de toda ordem. Sejam os alimentos, os enxovais ou o tratamento da saúde por meio de cirurgias mediúnicas ou remédios fora da medicina tradicional.
É certo que devemos cuidar do corpo porque ele é o templo do Espírito. O que nos causa estranheza é que o Espiritismo ainda não foi devidamente compreendido como a doutrina de libertação do homem pelo conhecimento, conforme explicou Jesus: “conhecereis a verdade e ela vos fará livres”.
No seu apostolado na Terra, em três curtos anos de missionário, Jesus fez pouquíssimas curas de corpos, deixando claro que a cura mais importante é a da alma. Uma alma saudável terá sempre um corpo igualmente sadio.
Embora a cura do corpo sirva como semente para chamamento dos descrentes ou para os que desconhecem os meandros da vida, será sempre importante acompanhar a cura de uma orientação para que o beneficiado compreenda porque se operou nele a oportunidade de melhorar.
As pessoas que só procuram o Espiritismo quando adoecem, porque na maioria das vezes nem praticam esta religião, irão embora logo depois de atendidas e acabarão por adoecer novamente porque não aprenderam a se curar. O socorro imediato, de fora para dentro, não soluciona o problema, porque a doença, o Espiritismo nos explica, é um reflexo do comportamento desregrado da pessoa.
Que Deus abençoe os que curam e os que são curados. Que eles saibam ser agradecidos pela oportunidade de dar e de receber ajuda. Mas seria muito bom se todos os que se beneficiam da cura deixassem de praticar sempre as mesmas coisas porque adoecerão de novo. Sem a modificação da alma o corpo jamais será saudável. E quem veio para curar, cuide para não praticar atos que possam causar, em si próprio, lesões irreversíveis!

Jornal “O Clarim”