9 de março de 2015

Aparição de espíritos


As aparições propriamente ditas ocorrem no estado de vigília, no pleno gozo e completa liberdade das faculdades da pessoa. Apresentam-se geralmente com uma forma vaporosa e diáfana, algumas vezes vaga e indecisa. Quase sempre, a princípio, é um clarão esbranquiçado, cujos contornos vão se desenhando aos poucos. De outras vezes as formas são claramente acentuadas, distinguindo-se os menores traços do rosto, a ponto de se poder descrevê-las com precisão. As maneiras, o aspecto, são semelhantes aos do Espírito quando encarnado.
Podendo tomar toda as aparências, o Espírito se apresenta com aquela que melhor o possa identificar, se for esse o seu desejo. Assim, embora não tenha, como Espírito, nenhum defeito corporal, ele se mostra estropiado, coxo, corcunda, ferido, com cicatrizes, se isso for necessário para identificá-lo.
Há os que muitas vezes se apresentam com símbolos da sua elevação, como uma auréola ou asas, pelo que são considerados anjos. Outros carregam instrumentos que lembram suas atividades terrenas: assim um guerreiro poderá aparecer com uma armadura, um sábio com seus livros, um assassino com seu punhal, e assim por diante. Os Espíritos superiores apresentam uma figura bela, nobre e serena. Os mais inferiores têm algo de feroz e bestial, e algumas vezes ainda trazem os vestígios dos crimes que cometeram ou dos suplícios que sofreram. O problema das vestes e dos objetos acessórios é talvez o mais intrigante.
Dissemos que a aparição tem algo de vaporoso. Em alguns casos poderíamos compará-la à imagem refletida num espelho sem aço, que apesar de nítida deixa ver através dela os objetos detrás. É geralmente assim que os médiuns videntes a distinguem. Eles as vêem ir e vir, entrar num apartamento ou sair, circular por entre a multidão com ares de quem participa, ao menos os Espíritos vulgares, de tudo o que se faz ao seu redor, de se interessarem por tudo e ouvirem o que diz. Muitas vezes se aproximam duma pessoa para lhe assoprar idéias, influenciá-la, quando são Espíritos bons, zombar dela, quando são maus, mostrando-se tristes ou contentes com o que obtiverem. São, em uma palavra, a contraparte do mundo corporal
O Espírito que deseja ou pode aparecer reveste algumas vezes uma forma ainda mais nítida, com todas as aparências de um corpo sólido, a ponto de dar uma ilusão perfeita e fazer crer que se trata de um ser corpóreo. Em alguns casos, e dentro de certas circunstâncias, a tangibilidade pode tornar-se real, o que quer dizer que podemos tocar, palpar, sentir a resistência e o calor de um corpo vivo, o que não impede a aparição de se esvaecer com a rapidez de um relâmpago. Nesses casos, já não é só pelos olhos que se verifica a presença, mas também pelo tato. Se pudéssemos atribuir à ilusão ou a uma espécie de fascinação a ocorrência de uma aparição simplesmente visual, a dúvida já não é mais possível quando a podemos pegar, e quando ela mesma nos seguras e abraça. As aparições tangíveis são as mais raras.

FONTE: Blog Espírita Celeiro de Luz


27 de janeiro de 2015

Reflexões sobre vidas passadas

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Reencarnar é o regresso contínuo de um mesmo Espírito à vida em diversos corpos. Reassumir a forma material é uma lei tão natural quanto nascer, viver ou desencarnar. Mas, se é tão evidente o fenômeno por que, então, a maioria dos cientistas o desconhece?” O motivo é simples: a ciência ainda está sob o jugo do materialismo e não consegue explicar tudo. O conhecimento científico é limitado, inobstante seja progressivo. As verdades aceitas pelas academias são consecutivamente efêmeras e provisórias. Nem precisa ser um cientista hoje para considerar normais os numerosos fenômenos que há menos de 6 séculos eram totalmente ignorados pelos cientistas: o movimento da Terra, as partículas subatômicas, a composição química da água, etc.
Diariamente o cientista revê suas teses da véspera. Contudo, o conhecimento humano só avança através de pesquisa e, efetivamente, os que negam a teoria da reencarnação jamais a estudaram cuidadosamente. Entretanto, alguns cientistas de renome que a pesquisaram concluíram tratar-se de fato inegável: Thomas Edson, William Crookes, Charles Richet e tantos outros pesquisadores que confirmaram cientificamente os mecanismos da pluralidade das existências, a exemplo de Ian Stevenson, Brian L. Weiss, Erlendur Haraldson, Hellen Wanbach, Edith Fiore, Pierre Marie Félix Janet, Hemendra Nath Banerjee, Milton H. Erickson, Morris Netherton, Amit Goswami, Jünger Keil, Fenwick, Harold G. Koenig, Jim Tucker, Hernani Guimarães Andrade, Hermínio Correa de Miranda, que trouxeram resultados notáveis sobre a tese reencarnacionista.
O pesquisador Trutz Hardo narra em livro de sua autoria, intitulado “Children Who Have Lived Before: Reincarnation Today” a história do menino de 3 anos de idade, da região das Colinas de Golã (fronteira entre a Síria e Israel), que afirmou ter sido assassinado com um machado em sua vida anterior. Surpreendentemente o garoto indicou os lugares onde o seu corpo foi enterrado e o local onde foi oculta a arma do crime. Através de escavações foram encontrados um esqueleto de um homem e um machado. A criança também lembrou o nome completo do seu assassino que diante das excepcionais evidências assumiu o homicídio. [1]

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17 de dezembro de 2014

Sorria! Preserve o seu bom humor!



O Espírita, o Cristão sincero, não deve ser alguém sisudo, ranzinza, o dono da verdade e principalmente mal humorado. Chico é nossa maior referência em serviço ao Espiritismo e tinha um bom humor fantástico." Engana-se quem pensa que a mensagem Espírita, deve ser encarada com sofrimento e tristeza. Não! A Doutrina nos fala de bem aventuranças, de eternidade, de imortalidade, de justiça, de bondade, de amor...
A alegria é ponto fundamental na nossa vida. Dissipamos vibrações negativas e movimentamos em torno, de nós fluídos benéficos, quando nosso padrão mental se eleva. Então, porque não levar alegria para nossas Casas Espíritas, para os locais onde trabalhamos, para nossos lares, para as pessoas que nos cercam, para nós mesmos?
E se alguém não te corresponder, não se preocupa... inevitávelmente volta para nós tudo o que fazemos ao outro. E tua alegria não será vã.
Quando falo de bom humor, me refiro ao estado de 'estar bem', esforçando-se por vencer as contrariedades do dia-a-dia e não se deixando abater por elas. É diferente daquela figura do 'bobo da corte', sempre contando piadas, muitas de extremo mal gosto, causando risadas por onde passa, mas sem a postura de alguém intimamente satisfeito consigo mesmo. Quase sempre, esta pessoa tem grande necessidade da aprovação dos outros e usa desse expediente para se auto afirmar em seu meio social. Lembramos a orientação de Emmanuel, nesse sentido: "A ironia pode ser engraçada e agradável para quem a faz, mas pode magoar tanto que sua graça converte-se em mágoa profunda em quem a recebe".
O bom humor, na verdade, trata-se de levar uma vida de forma mais leve, mesmo diante de um trabalho mais sério, das brigas e até mesmo dos tempos difícieis que passamos. Como aprendemos em Doutrina Espírita, que toda conquista, vem do exercício diário, por quê não sorrirmos mais e com mais frequência que de costume?
No convívio com os discípulos e pessoas mais chegadas, o Mestre mostrava-se sempre alegre e pregava: 'Alegrai-vos! É chegado o Reino dos Céus!". Então, nada de rabugices...Seja sempre teu rosto iluminado pelo sorriso e tuas palavras uma expressão de confiança e felicidade. Sejamos dignos Daquele a quem procuramos seguir os passos.
O humor do Espírita, do cristão sincero, é saudável, sem malícia, nunca denegrindo e sempre com um ensinamento por trás das palavras divertidas, fazendo com que caminhemos sorrindo, pela senda da infinita da evolução.

Uma Natal feliz para todos nós!

Fonte: Blog Espírita Espíritos da Luz


1 de agosto de 2014

Espíritos protetores...



Um de nossos leitores apresentou-nos estas e as seguintes questões, que estão acompanhadas de nossas respostas:
O Anjo da Guarda é o mesmo que Mentor Espiritual? 
SiM. São a mesma coisa. São também conhecidos como espíritos protetores.
Como é feita a escolha, eles nos escolhem?
A proteção que nos dão são escolhas planejadas juntamente com a espiritualidade superior, pois fazem parte das provas que precisam passar em seu próprio desenvolvimento.
Mesmo percebendo nossas falhas e erros, eles não desistem?
Como nos diz Santo Agostinho, “cada anjo da guarda tem o seu protegido e vela por ele, como um pai vela pelo filho. Sente-se feliz quando o vê no bom caminho, chora quando os seus conselhos são desprezados”.Mas os anjos da guarda não desistem de nós. Eles mudam de métodos quando não encontram êxito no desenvolvimento dos seus protegidos.
Existe situações as quais eles são substituídos?
Sim, quando estes deixam sua posição para cumprir outras missões.
Já foram nossos familiares quando encarnados?
Pode ser, mas isto não é uma regra.
Saiba mais lendo o texto abaixo extraído do Livro dos Espíritos, de Allan Kardec:

VI ANJOS DA GUARDA, ESPÍRITOS PROTETORES FAMILIARES OU SIMPÁTICOS
489. Há Espíritos que se ligam a um indivíduo, em particular, para o proteger?
– Sim, o irmão espiritual; é o que chamais o bom Espírito ou o bom gênio.
490. Que se deve entender por anjo da guarda?
– O Espírito protetor de uma ordem elevada.

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22 de junho de 2014

A mediunidade dos sensitivos


Para entender o mundo dos chamados sensitivos, ou seja, de pessoas que têm dons especiais, como inspiração, intuição, premonição, vidência, clarividência, entre outros, a psicóloga Célia Carvalho de Moraes defendeu, na Universidade de Brasília, uma tese de mestrado intitulada ''Fenômenos Religiosos Espirituais''. A conclusão dela foi polêmica:
''Os sensitivos não são loucos. Eles sentem realmente tudo aquilo que falam e dependem muito das pessoas que estão ao seu redor para se auto-afirmarem'', diz a psicóloga.Segundo Célia, a tese revelou que, ainda hoje, há muitos sensitivos internados em hospitais psiquiátricos como loucos, escravizados em remédios, porque não tiveram o apoio da família. Como exemplo, ela cita o caso de dois rapazes que participaram da pesquisa.
''Por coincidência, os dois têm o mesmo nome, idade e viam coisas semelhantes: muitas luzes e um senhor dentro delas. O pai de um deles é espírita. Ele compreendeu as visões do filho e o levou a um centro espírita para aprender a controlar a mediunidade. O pai do outro é militar e encaminhou o filho a um psiquiatra. Hoje, o que foi acolhido pela família está bem. Mas o outro acabou sendo aposentado por invalidez e está preso em remédios'', comenta.
A psicóloga explica que, para fazer a pesquisa, colocou anúncios em vários jornais à procura de pessoas que tivessem dons sobrenaturais. Segundo ela, 80 pessoas responderam ao anúncio. Destas, 49 passaram por entrevistas e apenas 26 acabaram selecionadas.
Uma das sensitivas que mais chamou a atenção é a vidente Rosa Maria, pessoa bastante conhecida em Brasília que sofreu muito porque não teve apoio quando começou a manifestar os primeiros sinais de mediunidade, ainda na infância.
''A Rosa me disse que estava feliz porque entendi a loucura dela e que, por causa disso, agora poderia ajudar loucos como ela.''
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Autor: Cláudio Marques
27.9.2009