21 de setembro de 2012

A morte é também um começo

Eu tenho medo da morte, no entanto, ao mesmo tempo, ela exerce uma atração inexplicável sobre mim. O que isso significa?
A morte é o maior mistério da vida. A vida tem muitos mistérios, mas não existe nada que se compare à morte. A morte é o clímax, o crescendo. A pessoa tem medo dela porque ela ficará perdida, ela se dissolverá nela.
Ela tem medo da morte por causa do ego — o ego não pode sobreviver à morte. Ele ficará nesta margem quando você passar para a outra; ele não pode ir com você. E o ego é tudo o que você sabe sobre si mesmo, daí o medo, o grande medo: "Eu não existirei mais depois de morrer."
Mas existe uma grande atração também. O ego você perderá, mas não a sua realidade. Na verdade, a morte lhe revelará a sua verdadeira identidade; ela levará embora todas as máscaras e revelará a sua face original.
A morte tornará possível, pela primeira vez, que você encontre o seu âmago mais profundo, a sua subjetividade mais profunda assim como ela é, sem nenhuma camuflagem, sem nenhum fingimento, sem nenhuma personalidade falsa. Por isso é que todo mundo tem medo da morte e se sente atraído por ela.
Essa atração foi mal-interpretada por Sigmund Freud, que achou que havia um desejo de morte no ser humano — ele o chamou de Thanatos. Ele dizia, "O homem tem dois instintos básicos, fundamentais; um é Eros — um desejo profundo de viver, de viver para sempre, um desejo pela imortalidade — e o outro é Thanatos, o desejo de morrer, de acabar com tudo".
Ele não entendeu o espírito da coisa, pois ele não era um místico; ele só conhecia uma face da morte — que ela é o fim da vida —, ele só sabia uma coisa: que a morte é o fim. Ele não se deu conta de que a morte é também um começo.
Todo fim é somente um começo, porque nada acaba totalmente. Nada pode jamais acabar. Tudo continua, só a forma muda. A sua forma morrerá, mas você também tem algo sem forma em você. O seu corpo não existirá mais, mas você tem algo aí dentro, dentro do seu corpo, que não faz parte do seu corpo.
A sua parte terrena voltará à terra, é pó sobre pó, mas você tem algo do céu em você, algo do além, que empreenderá uma nova jornada, uma nova peregrinação. A morte causa medo se você pensar no ego, e ela agrada você, atrai você, se você pensar no seu verdadeiro eu.
Então a pessoa sente uma vaga atração pela morte; se você ficar totalmente consciente dela, ela pode se tornar uma compreensão transformadora, pode se tornar uma força de mutação.
Procure entender tanto o medo quanto a atração. E não pense que eles sejam opostos — eles não se sobrepõem, eles não são opostos um do outro; eles não interferem um no outro. O medo está voltado para uma direção: o ego; e a atração está voltada para uma dimensão totalmente diferente: o eu destituído de ego.
E a atração é muito mais importante do que o medo. O praticante de meditação tem de superar o medo. Ele tem de se apaixonar pela morte, tem de convidar a morte — o praticante de meditação não tem de esperar por ela, ele tem de evocá-la, pois a morte é uma amiga para ele.
E o praticante de meditação morre antes do corpo. E essa é uma das mais belas experiências da vida: o corpo continua vivendo, externamente você continua vivendo como sempre, mas interiormente o ego não existe mais, o ego morreu.
Agora você está vivo e morto ao mesmo tempo. Você se tornou um ponto de encontro entre a vida e a morte; você contém agora os opostos polares e é grande a riqueza quando os dois opostos polares estão presentes.
E esses são grandes opostos polares, a vida e a morte. Se abarca ambos, você será capaz de abarcar Deus, pois Deus é ambos. Uma face de Deus é a vida, a outra face é a morte.
Isso é belo — não torne isso um problema.
Medite a respeito, faça disso uma meditação e você será imensamente beneficiado.

Osho, em "O Livro do Viver e do Morrer: Celebre a Vida e Também a Morte"


16 de julho de 2012

A força de seu pensamento



Se conseguíssemos dimensionar a força que têm nossos pensamentos, com certeza seríamos muito mais atenciosos com eles.
Pensamentos têm forma. São criações fluídicas invisíveis aos nossos olhos que caminham pelo espaço, vão até onde os seus criadores os orientam, enviando bons fluidos ou fluídos destrutivos, conforme a vontade do emissor.
Também circundam nosso perispírito de imagens chamadas formas-pensamento, mostrando aos espíritos desencarnados qual o teor de nossos sentimentos e verdades.
O meio de comunicação dos espíritos é o pensamento.
O pensamento é criação, é força geradora de ações e reações refletidas tanto no mundo material em que vivemos, quanto na pátria espiritual.
O nosso pensamento pode ser escondido de nossos companheiros de jornada terrena, mas nos deixa “nus” em relação aos espíritos que nos acompanham fora da matéria.
E nada podemos esconder tanto de nossos amigos espirituais, quanto de nossos “inimigos” espirituais, que se utilizam de nossas fraquezas para saber em que ponto devem atacar com maiores chances de sucesso em seus planos infelizes.
O pensamento funciona como um verdadeiro ímã de almas afins, atraindo junto a nós espíritos que pensam como a gente, misturando nossos pensamentos aos deles.
Por isso tudo meu amigo, muita atenção com seu pensamento.
Cuidado com o que pensa e deseja diariamente para si e para os outros.
Nossa criação mental é grande responsável pelas coisas darem certo ou errado em nossas vidas.
Faça uma análise sincera dos seus pensamentos atuais.
Eles revelam o que você é na realidade, indiferente da imagem que você – mesmo inconsciente – tenta passar a todos diariamente.
Somos imperfeitos e como tal ainda temos uma tendência a fazer mal uso da criação de nossos pensamentos.
Emitimos pensamentos de inveja, de cólera, de ciúmes e de outras tantas paixões inferiores às quais ainda nos vemos presos…
Sabemos que não será nessa vida que chegaremos ao glorioso estágio de só pensar e agir no bem, mas é necessário começarmos a nos reeducar e nos preparar para desde já iniciar uma melhor caminhada evolutiva, utilizando da melhor maneira possível esta ferramenta fabulosa que Deus nos concedeu, que muito pode produzir em nosso favor quando bem utilizada.
Se você pensa no pior, está atraindo pra si o pior. Está dando condições para que o pior aconteça.
Se você tende a pensar de forma pessimista, tende a ser um derrotado eterno.
De início é difícil controlar alguns pensamentos. Principalmente os que se relacionam ao pessimismo.
Mas chegará a hora em que o pessimista, que se julga um infeliz e esquecido por Deus, entenderá que não existe melhora até que ele pense e HAJA nessa melhora.
Atitude é tudo, inclusive no nosso pensar…
Pessoas que só falam de doenças, de dor, de sofrimento, de morte, vivem mergulhadas em pensamentos negativos, atraindo pra si entidades também infelizes e sofredoras. Entram em um círculo vicioso e caem.
Não sabem ainda da força que seus pensamentos têm sobre seu destino, tanto para a criação de uma vida melhor como para sua própria destruição.
Portanto, não nos deixemos abater por pensamentos infelizes e inferiores!
Criemos ao redor de nós, graças aos bons pensamentos, situações favoráveis à nossa jornada evolutiva.
Vamos viver alimentando sempre o melhor que existe em nós para que esse melhor cresça e se desenvolva criando um ambiente propício ao nosso bem-estar.
Vamos trabalhar positivamente em nossa fábrica de criações interior voltando-a para o bem, para o amor, para a caridade, para o positivo, para a alegria, para o ânimo, para a persistência, para o trabalho, para a fé, para a vontade de viver e para a força na ação, pois depois de tanto PENSAR positivo, é necessário AGIR de forma condizente, criando-se então a forma plena de uma vida mais feliz para nós mesmos e para todos que convivem conosco.
Seu pensamento têm força! Utilize-o a seu favor!

Pense positivo e haja.

(Autor Desconhecido)


22 de junho de 2012

Considerações sobre as aparições de espíritos



As aparições propriamente ditas ocorrem no estado de vigília, no pleno gozo e completa liberdade das faculdades da pessoa. Apresentam-se geralmente com uma forma vaporosa e diáfana, algumas vezes vaga e indecisa. Quase sempre, a princípio, é um clarão esbranquiçado, cujos contornos vão se desenhando aos poucos. De outras vezes as formas são claramente acentuadas, distinguindo-se os menores traços do rosto, a ponto de se poder descrevê-las com precisão. As maneiras, o aspecto, são semelhantes aos do Espírito quando encarnado.
Podendo tomar toda as aparências, o Espírito se apresenta com aquela que melhor o possa identificar, se for esse o seu desejo. Assim, embora não tenha, como Espírito, nenhum defeito corporal, ele se mostra estropiado, coxo, corcunda, ferido, com cicatrizes, se isso for necessário para identificá-lo.
Há os que muitas vezes se apresentam com símbolos da sua elevação, como uma auréola ou asas, pelo que são considerados anjos. Outros carregam instrumentos que lembram suas atividades terrenas: assim um guerreiro poderá aparecer com uma armadura, um sábio com seus livros, um assassino com seu punhal, e assim por diante. Os Espíritos superiores apresentam uma figura bela, nobre e serena. Os mais inferiores têm algo de feroz e bestial, e algumas vezes ainda trazem os vestígios dos crimes que cometeram ou dos suplícios que sofreram. O problema das vestes e dos objetos acessórios é talvez o mais intrigante.
Dissemos que a aparição tem algo de vaporoso. Em alguns casos poderíamos compará-la à imagem refletida num espelho sem aço, que apesar de nítida deixa ver através dela os objetos detrás. É geralmente assim que os médiuns videntes a distinguem. Eles as vêem ir e vir, entrar num apartamento ou sair, circular por entre a multidão com ares de quem participa, ao menos os Espíritos vulgares, de tudo o que se faz ao seu redor, de se interessarem por tudo e ouvirem o que diz. Muitas vezes se aproximam duma pessoa para lhe assoprar idéias, influenciá-la, quando são Espíritos bons, zombar dela, quando são maus, mostrando-se tristes ou contentes com o que obtiverem. São, em uma palavra, a contraparte do mundo corporal.
O Espírito que deseja ou pode aparecer reveste algumas vezes uma forma ainda mais nítida, com todas as aparências de um corpo sólido, a ponto de dar uma ilusão perfeita e fazer crer que se trata de um ser corpóreo. Em alguns casos, e dentro de certas circunstâncias, a tangibilidade pode tornar-se real, o que quer dizer que podemos tocar, palpar, sentir a resistência e o calor de um corpo vivo, o que não impede a aparição de se esvaecer com a rapidez de um relâmpago. Nesses casos, já não é só pelos olhos que se verifica a presença, mas também pelo tato. Se pudéssemos atribuir à ilusão ou a uma espécie de fascinação a ocorrência de uma aparição simplesmente visual, a dúvida já não é mais possível quando a podemos pegar, e quando ela mesma nos seguras e abraça. As aparições tangíveis são as mais raras.

FONTE: Blog Espírita Celeiro de Luz







23 de abril de 2012

Sigo um caminho que é somente meu...






Nunca deixarei que morra em mim
a certeza de ser quem sou, nem a vontade de percorrer o Trilho que escolhi.
Mesmo quando me assola alguma gota de fraqueza e de desânimo, 
bastam pequenos sinais e poucas palavras para renascer a esperança 
de que nenhuma perda é definitiva,

nem nenhuma sentença terrena é um facto consumado.
A passagem por esta vida é muito curta para odiar alguém.
Hoje escrevo no livro da minha vida 
páginas de paz, de amor,  de amizade e de serenidade.
Há muito tempo que fiz as pazes com o meu passado, 
para ele não me estragar o presente.
Deixei de me importar com o que os outros pensam de mim, 
não é da minha conta, 
Sigo um caminho que é somente meu, 
os amigos podem caminhar ao meu lado, 
mas ninguém pode fazer o percurso por mim.


Fonte: O CAMINHANTE









6 de abril de 2012

Explorando Regras da Existência

Vivemos tempos de alertas, sobressaltos. Ventos cruzados, em fúria, fustigam, amedrontam, desgastam e mesmo que tentássemos distanciar-nos da agitação não conseguiríamos. O que toca aos outros, toca-nos a nós porque cada um tem em si a dimensão da condição humana. Não se consegue serenar, os pensamentos dissipam-se, não agarramos o fio condutor das ideias. Pairamos ao sabor da angústia e da esperança. Sabe bem ler Chopra nestes dias turbulentos, junto a ele viajamos em descobertas, explorando regras da existência que nos acalmam e orientam. Aclaram e encantam. 
Lei da Potencialidade: Somos um campo de infinitas possibilidades, que é a essência do nosso verdadeiro ser. Ao entrarmos em contacto com esse manancial ilimitado, podemos criar e realizar tudo que precisamos para a nossa felicidade. Para aceder à sua verdadeira natureza, cultive momentos de silêncio e quietude. Faça meditação, comungue com a Natureza e pratique o não-julgamento: aceite-se a si mesmo e os outros como são.
Lei do Dar e Receber: Estabelece que estamos em constante intercâmbio com o Universo. Dar e receber são aspectos diferentes do fluxo de energia que trocamos com o mundo. O dinheiro que ganhamos, os nossos relacionamentos, o que damos e recebemos das pessoas são exemplos práticos dessa lei. Desenvolva um sentimento de gratidão pelos presentes que a vida lhe dá, pelo pôr-do-sol, pelos amigos, pelo que existe a sua volta. Proponha-se também a dar algo para as pessoas que encontrar: amor, um sorriso, uma palavra amável, um presente. Respire conscientemente. A inspiração e a expiração são exemplos concretos de que doamos e recebemos ininterruptamente. 
Lei do Carma ou da Causa e Efeito: Ensina que devemos estar atentos às nossas escolhas porque as nossas acções geram reacções equivalentes. É a versão hindu do ditado popular: cada um colhe o que planta. Preste atenção às suas escolhas. Ouça o seu coração e verifique se elas causam conforto ou desconforto. Ao tomar decisões, pergunte: Quais serão as consequências dessa escolha para mim? Como afectará os outros?. 
Lei do Menor Esforço: Baseia-se no princípio da não-resistência. Revela que tudo na Natureza flui naturalmente e sem esforço. É assim com o nascer do Sol e o desabrochar de uma flor. Faça as suas acções alcançarem o máximo benefício com o menor esforço. Aceite as coisas como são, em vez de impor a sua maneira de resolvê-las. Não queira controlar as pessoas e os acontecimentos, não se culpe a si mesmo ou os outros pelo que acontece. Todo o problema é uma oportunidade única para transformar sua vida. 
Lei da Intenção e do Desejo: Parte do pressuposto de que os nossos desejos e intenções têm o poder de manifestar o que desejamos. Se quisermos que algo cresça e floresça, devemos colocar nele a nossa atenção. Se não queremos que aconteça, devemos retirar a nossa atenção. Faça uma lista de seus principais desejos e reveja-a diariamente antes de dormir. Entregue-os depois ao Universo – ele se encarregará de manifestá-los. Não deixe que dificuldades e obstáculos dissipem os seus desejos. Assim, as suas acções e desejos serão apoiados pela Inteligência Cósmica. 
Lei do Desapego: Para obter algo na vida, é preciso desapegar-se do resultado. Mantenha firmes a intenção e o desejo, mas deixe o resultado nas mãos do Universo. O apego gera ansiedade e é baseado no medo e na insegurança. As suas acções tem que ser completamente livres e desapegadas dos resultados. Não seja rígida. Acolha as incertezas. Lide com seus medos e inseguranças e cultive a confiança na vida. Inicie cada dia com o sentimento de que ele é um campo fértil para todas as possibilidades. Abra-se a elas.
Lei do Dharma ou do Propósito na Vida: Todas as pessoas têm um propósito na vida, talentos únicos e uma maneira própria de expressá-los. Faça uma lista de suas habilidades e dos seus talentos. Isso a ajudará a ver melhor o seu verdadeiro potencial. Observe as coisas que a deixam feliz e criam harmonia à sua volta. Elas são a expressão de seu dharma e dos seus talentos e isso respeita a Lei Cósmica do Universo. Use-os para servir aos outros. Pergunte-se: Como posso ajudar as pessoas com quem entro em contacto? 
Como sabe Depaak Chopra é autor de inúmeros outros (Saúde Perfeita, A Cura Quântica, Vida Incondicional, Conexão Saúde, O Retorno de Rishi, Mente sem Barreiras, Corpo sem Idade..). As suas palestras e os seus livros misturam a física e a filosofia, o lado material e o espiritual da vida, a milenar sabedoria oriental e a visão científica ocidental. É dele esta definição: O Universo físico nada mais é que o Eu desdobrando-se para experimentar-se como espírito, mente, matéria. As leis físicas do Universo representam esse processo, essa consciência em movimento. Quando compreendemos essas Leis e as aplicamos na nossa vida, qualquer coisa que desejamos pode ser criada, porque essas mesmas Leis que a Natureza utiliza para criar uma floresta, uma galáxia, uma estrela, um corpo humano, podem realizar os nossos desejos mais profundos. 


Olha para este mundo a girar no nada. Isso está dentro do seu poder
(Rumi)


Autora: Maria Elvira Bento (http://brumasdesintra.wordpress.com)