30 de janeiro de 2011

As partes de Deus e as nossas partes



Espero que tu possas aceitar as coisas como elas são...
Sem pensar que tudo conspira contra ti!
Porque uma parte de nós é entendimento.
Mas a outra parte é aprendizagem!

Que possas ter forças para vencer todos os teus medos... 
E que, no final, possas alcançar todos os teus objectivos!
Porque uma parte de nós é cansaço.
Mas a outra parte é vontade!

Que tudo aquilo que tu vês e escutas te possa trazer conhecimento... 
Que essa escola possa ser longa e feliz!
Porque uma parte de nós é o que vivemos.
Mas a outra parte é o que esperamos!

Que possas aprender a perder sem sentir a derrota... 
Que isso possa fazer-te lutar cada vez mais!
Porque uma parte de nós é o que temos.
Mas a outra parte é sonho!

Que durante a tua vida possas construir sentimentos verdadeiros... 
Que tu possas aceitar que só quem sabe da sombra pode saber da luz.
Porque uma parte de nós é angústia.
Mas a outra parte é conforto!

Que tu nunca deixes de acreditar... Que nunca percas a tua fé.
Porque uma parte de DEUS é Amor.
E a outra parte também!

(MJ)


Publicada por CAMINHANTE




19 de janeiro de 2011

Carnaval: obsessão coletiva


Como boa religião fundamentalista, a religião sob o qual fui criado, não aceitava que houvesse mais nada no mundo certo. Nem bom. Nem útil. Não está na Bíblia? É coisa de satanás! cuidado! Era o que mais comumente eu ouvia. As condenações eram quase sempre baseadas em questionáveis interpretações bíblica. E, sendo assim, acabei por optar em agir sempre com cautela toda vez que me aparecia a oportunidade de condenar o comportamento alheio.

Esse preâmbulo me parece oportuno em função do tema que escolhi para escrever hoje. O Espiritismo, Doutrina que escolhi para vivenciar após analisar criteriosamente as suas respostas às minhas centenas de inquietantes perguntas, jamais condena. Não, o Espiritismo a nada condena. O Espiritismo esclarece. Uma vez esclarecido, consciente do que representa cada ato e a repercussão de suas consequências, é a própria pessoa que decide o que deve fazer. Assim, o Espiritismo também não condena o Carnaval.

Passemos então aos esclarecimentos sobre essa festa impressionante. E cada um decida por si. Carnaval, em per si, significa a Carne nada vale. É a festa da carne. Há uma explosão de alegria estimulada pelos excessos de álcool e temperada pelos excessos. Aproveita-se a festa para se brincar, pular até cair, beber até não se saber que é, e dar vazão à compulsão sexual seja lá com quem for que se lhe apresente interessante. Ora, de tudo isso sabemos. O que há de novo? O que há de novo são os espíritos…

Já semanas antes do Carnaval, a Terra começa a ser invadida por milhares e milhares de espíritos trevosos, perturbados, viciados e viciadores. A descrição feita por diversos amigos espirituais é perturbadora. A turba multa é de aspecto lamentável e repugnante. O quadro que se apresenta de entidades sofredoras mas crentes de que são apenas gozadoras dos prazeres e das luxúrias, é deveras doloroso. Dizem os Espíritos Superiores que o nosso planeta é invadido pelas mais pesadas entidades que habitam as regiões tenebrosas da crosta terrestre. Sendo assim, muitos crimes são engendrados para o período de Carnaval. Obsessões de amplitudes terríveis são executadas nos dias de gozo irresponsável e sinistros conluios entre encarnados e desencarnados são consumados.

Ao participar de uma festa carnavalesca, sempre regada a bebida, agitação e sensualidade, tem o Espírita a compreensão que, ali, ele não se fará acompanhar dos seus amigos, mentores e protetores espirituais. Não há novidades nisso. Eles têm mais o que fazer. Naturalmente nos aconselharão pela intuição para que não sigamos para a festa de Momo, mas temos o nosso livre arbítrio. É nossa a Decisão. Eles já tomaram as deles. Irão se dedicar a ajudar o próximo e continuar a trabalha na Vinha do Pai. Se escolhemos o carnaval, estamos por nossa conta. E, por nossa conta, adentramos o território dos espíritos obsessores e vampiros da sexualidade e da luxúria. O resultado disso é, invariavelmente, arrastarmos par ao nosso psiquismo, por sintonia automática, entidades sofredoras e perturbardas e, por outro lado, por sintonia planejada, outras entidades que conosco têm algum vínculo de ódio.

Todas as casas espíritas têm conhecimento disso, notadamente as que trabalham com o tratamento da obsessão espiritual: Uma vez iniciado o ano, há sempre um número menor de participantes; após o carnaval, as casas repentinamente se enchem! É a obsessão coletiva, plantada, semeada, adubada e florescida em pleno carnaval. Muitas pessoas iniciam ali processos de Síndrome de Pânico, fobias, pesadelos recorrentes, desestruturação de personalidade, problemas no lar, exacerbação de tendências que nem eram tão fortes assim, tais como a álcoofilia, a sexofilia, e etc. Muitas pessoas perdem a oportunidade de progredir espiritualmente, retardando as suas marchas evolutivas pro décadas, senão séculos, vitimados pela ‘necessidade’ de brincar o seu carnaval.

O trabalho dos mentores espirituais para socorrer os alfitos de toda ordem, agredidos em suas tessituras espirituais por tais festas, é gigantesco. E doloroso. Alguns dos piores casos de Obsessão, qual seja a subjugação (ou possessão), são originadas nos grupos de folia carnavalescas. E, claro, como a imensa maioria das pessoas sequer cogitam do mundo espiritual, jamais irão buscar o socorro nas Casas Espíritas. Como não há outros locais que tenham o conhecimento clarificador sobre os processos obsessivos, a patologia possui uma grande tendência a se instalar, crescer e vitimar, fatalmente, o invigilante folião.

A essa altura, os mais reticentes poderão alegar: Eu conheço pessoas que brincam carnaval a vinte ou trinta anos, e estão aí, felizes e fagueiras! Nada lhes acontece! Como você justifica isso? Não justificamos. Não temos tempo pra isso. Explicamos, através do Espiritismo o que ocorre. Cada um escolhe o seu caminho. Como adendo, apenas uma coisa: Qual o seu conceito de felicidade? Para as pessoas que se realizam, e só se realizam em festas tais quais as carnavalescas, ainda não é hora do Espiritismo tocar-lhes o coração.

Rogamos apenas a Deus que elas continuem sem serem molestadas pelas trevas, ainda que tenhamos a plena consciência de que, a adentrar em um charco de lodo, fatalmente estaremos a braços com a podridão a grudar em nós. Aos que compreendem o que é o Carnaval, apelamos para que elevem seus pensamentos em preces a Deus, por todos aqueles que padecem, ainda agora, as dolorosas consequências da Obsessão Coletiva.

Ylen Asor ( http://espirito.blog.br )


31 de dezembro de 2010

Dimensão Espiritual




Toda pessoa escuta uma voz, uma mensagem
que vem do universo, da natureza circundante,
da vida que leva junto com outros
na família e no trabalho.
Muitas vezes formula a pergunta:
"O que se esconde atrás das estrelas?
O que essa voz das coisas me quer dizer?"

Em nossos escritórios e nos nossos gabinetes de trabalho
podemos ser cínicos, podemos acreditar
ou desacreditar de qualquer coisa.

Mas não podemos desprezar a aurora que vem,
não podemos desfazer o olhar inocente de uma criança,
não podemos contemplar com indiferença a profundidade do céu estrelado
sem cair no silêncio e na profunda reverência,
nos perguntando o que se esconde atrás das estrelas,
qual é o caminho da minha vida,
o que posso esperar depois dela?

São perguntas que o ser humano sempre se coloca
e, ao colocá-las, revela sua espiritualidade.

Quando nos abrimos para acolher essas mensagens,
para orientar nossa vida num sentido que produza leveza,
irradiação, humanidade, responsabilidade,
aí deixamos aflorar a nossa dimensão espiritual.


Leonardo Boff
DESEJO UM FELIZ ANO NOVO
A TODAS PESSOAS QUE FREQÜENTAM ESTE BLOG,
MUITAS DELAS RESIDENTES EM PAÍSES TÃO DISTANTES DO BRASIL.
UM CALOROSO E FRATERNO ABRAÇO
DE ZENÓBIA

29 de dezembro de 2010

A ação dos espíritos




Diz a questão 459 de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec: “Os espíritos influem sobre nossos pensamentos e ações? A este respeito, sua influência é maior do que podeis imaginar. Muitas vezes, são eles que vos dirigem”.


A idéia da ação dos espíritos não nasceu com o Espiritismo, já que sempre existiu desde as épocas mais remotas da vida humana na Terra. Todas as religiões pregam sobre a ação dos espíritos de forma direta ou indireta e nenhuma nega completamente estas intervenções. Inclusive, criaram dogmas e cerimônias relativas a elas, como promessas (pedir alguma forma de ajuda para um espírito em troca de um sacrifício) e exorcismos (cerimônia religiosa para afastar o “demônio” ou os espíritos maus).

A ação mediúnica não está limitada às sessões, vivemos mediunicamente entre dois mundos e em relação permanente com entidades espirituais. Isto se dá porque muitos espíritos povoam os mesmos espaços em que vivemos, muitas vezes nos acompanhando em nossas atividades e ocupações, indo conosco aos lugares que freqüentamos, seguindo-nos ou evitando-nos conforme os atraímos ou repelimos.

Estamos cercados por espíritos e sua influência oculta sobre os nossos pensamentos e atos se faz sentir pelo grau de afinidade que mantivermos com eles. Inúmeros espíritos benfeitores também se comunicam conosco, por via inspirativa ou intuitiva, todas as vezes em que nos dispomos a ser úteis aos nossos irmãos em nossa vida social. Quantas vezes um conselho sensato e oportuno que damos sob a intuição de um benfeitor espiritual consegue mudar o rumo de uma vida e até, em certos casos, salvar ou evitar que uma família inteira seja precipitada no abismo de uma desgraça? O amor verdadeiro e desinteressado não requer lugar nem hora especial para ser praticado, pois o nosso mundo, com o sofrimento da humanidade torturada, é igualmente um vasto campo de serviço redentor.

Entretanto, não julguemos que a mediunidade nos foi concedida para um simples passatempo ou para a satisfação de nossos caprichos. Ela é coisa séria e, possuindo-a, devemos procurar suavizar os sofrimentos alheios. Ao desenvolvermos a mediunidade, lembremo-nos de que ela nos é dada como um arrimo para conseguirmos mais facilmente a perfeição, para liquidarmos mais suavemente os pesados “débitos” que contraímos em existências passadas e para servirmos de guia aos irmãos que se encontram mais desajustados espiritualmente.

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Autor: Ney Silva

4 de dezembro de 2010

Espiritualidade




Para que a espiritualidade se torne algo de pessoal e de amado deve sair do papel e do campo das idéias e se fazer vida. Somente quem vive olhando para o alto, não se deixando escravizar pelas coisas da terra pode lentamente tornar-se uma pessoa espiritual.
Devemos evitar o spiritualismo que nos impede de compreender que a ação é o caminho certo de toda forma de espiritualidade. Se um dia você tiver a oportunidade de visitar uma livraria do aeroporto ou rodoviária ou qualquer outra livraria você fica espantado em ver tantos livros que são denominados de espiritualidade, mas que na verdade não passam de pequenas e às vezes insignificantes orientações emocionais e psicológicas que não atingem o verdadeiro sentido da vida.
No respeito para todos estes autores que fazem um bem imenso aos que lêem, discordo de tudo isto porque me parece que não pode existir uma autêntica espiritualidade sem uma referência explícita a determinados valores fundamentais como a defesa da vida, da paz, dos direitos humanos.
A busca da espiritualidade não pode prejudicar a ninguém, mas deve nos ajudar a ser cada vez mais livres da matéria e senhores do nossos instintos. Verdadeira espiritualidade é fruto de uma luta corajosa, forte, onde ficamos feridos, arranhados e sangrando mas não desistimos da luta. É preciso termos liberdade!
A liberdade não é como normalmente se entende dentro da linguagem das pessoas no dia a dia. Livre é quem faz o que quer e como bem entende. Há muitas pessoas que dizem: “tenho o direito de ser feliz e de buscar a minha felicidade e realização, portanto até que não encontre vou buscando, não importa se isto me faz romper os laços da família, do amor, dos compromissos do matrimônio ou do relacionamento familiar, o que vale é a minha felicidade.”
Na verdade nunca seremos felizes se nos deixarmos dominar pelo egoísmo que está em nós. A liberdade é um sonho duro a ser conquistado e que vai exigindo muito de nós. Esta liberdade nos leva à verdadeira espiritualidade do amor. Mais reflito sobre o amor e menos sei, e no entanto me parece que com os anos que vão chegando o compreendo mais. Mesmo quem sabe porque a memória dos fracassos me faz ver em outra perspectiva o mesmo amor que devo conquistar.
Perceber a necessidade do amor para viver uma dimensão de vida que não pode ser “espiritualização” de nada, mas sim somente espiritualidade autêntica e vital. Há quem acha que viver a feitiçaria ou espiritualismo é espiritualidade, ou quem vive até rancores e domínio dos outros... Pensa que para dominar os demais se necessite de uma forte espiritualidade. Não há dúvida que são visões distorcidas da verdadeira e autêntica espiritualidade.
Não podemos confundir a espiritualidade no sentido da palavra ou compará-la. Existem várias espiritualidades: budista, muçulmana, hinduista, judaica... são janelas pelas quais as pessoas vêem a vida. Podemos também ver a vida pela janela do evangelho e do coração de Deus, por isso o único alicerce de toda a espiritualidade é a palavra de Deus que nos alimenta em cada momento
O caminho da verdadeira espiritualidade é um processo de libertação interior onde tudo está debaixo do poder da nossa liberdade e que nada mais poderá nos impedir de sermos livres no nosso agir. Na espiritualidade então percebemos que é necessário superar as ideologias mágicas que não realizam nada em nós.
Por exemplo, a espiritualidade dos perfumes, das cores, do incenso queimado ou das novenas feitas somente pelo intuito de receber a graça e nada mais. São espiritualidades vazias e sem fundamento. É preciso que o Espírito encontre em nós uma resposta firme. Temos um espaço de tempo para viver a nossa espiritualidade e somente neste espaço de vida que somos chamados a realizar o seu projeto de amor.
Não devemos pensar somente em reencarnação e de caminhos de volta para nos purificar e chegar assim “à iluminação”. Temos aqui e agora a nossa vida que deve se realizar. Em outras vidas ou outra existência, devemos deixar pra quando chegar, e ainda preparar-se para a vida eterna que se conquista no dia a dia duro e difícil do nosso carregar a cruz, e na luta sem trégua contra o mal que está dentro e fora de nós.
Mas afinal o que é espiritualidade? É um estilo de vida pautado pelo engrandecimento da alma que visa reverenciar o Ser Maior. Seremos espirituais quando pudermos dizer com sinceridade Sou uma pessoa do bem!

Enya - Isobella