15 de fevereiro de 2012

As curas do Espiritismo



O Espiritismo é ainda procurado pela maioria para a cura do corpo. Qualquer Centro Espírita que tenha um médium curador terá sempre bom público em suas dependências
Vê-se claramente isto quando se comparam Centros que ensinam o Evangelho e a Doutrina Espírita, como prioridades, e as Casas que oferecem vantagens materiais de toda ordem. Sejam os alimentos, os enxovais ou o tratamento da saúde por meio de cirurgias mediúnicas ou remédios fora da medicina tradicional.

É certo que devemos cuidar do corpo porque ele é o templo do Espírito. O que nos causa estranheza é que o Espiritismo ainda não foi devidamente compreendido como a doutrina de libertação do homem pelo conhecimento, conforme explicou Jesus: “conhecereis a verdade e ela vos fará livres”.

No seu apostolado na Terra, em três curtos anos de missionário, Jesus fez pouquíssimas curas de corpos, deixando claro que a cura mais importante é a da alma. Uma alma saudável terá sempre um corpo igualmente sadio.

Embora a cura do corpo sirva como semente para chamamento dos descrentes ou para os que desconhecem os meandros da vida, será sempre importante acompanhar a cura de uma orientação para que o beneficiado compreenda porque se operou nele a oportunidade de melhorar.

As pessoas que só procuram o Espiritismo quando adoecem, porque na maioria das vezes nem praticam esta religião, irão embora logo depois de atendidas e acabarão por adoecer novamente porque não aprenderam a se curar. O socorro imediato, de fora para dentro, não soluciona o problema, porque a doença, o Espiritismo nos explica, é um reflexo do comportamento desregrado da pessoa.
Que Deus abençoe os que curam e os que são curados. Que eles saibam ser agradecidos pela oportunidade de dar e de receber ajuda. Mas seria muito bom se todos os que se beneficiam da cura deixassem de praticar sempre as mesmas coisas porque adoecerão de novo. Sem a modificação da alma o corpo jamais será saudável. E quem veio para curar, cuide para não praticar atos que possam causar, em si próprio, lesões irreversíveis!


Octávio Caúmo Serrano
Jornal “O Clarim” – Maio 2008






1 de janeiro de 2012

Da alma para o coração.





Não sei se o seu tempo na vida vai ser suficiente para você ser e fazer tudo o que deseja. Mas sei que nada do que vivemos tem sentido se não tocamos o coração das pessoas, se nossa lembrança não desperta saudade no coração dos amigos, se, quando partimos, não deixamos no outro a esperança da nossa volta.

  Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silêncio que respeita, alegria que contagia, lágrima que manifesta a emoção, olhar que acaricia, amor que aquece e fortalece.      E isso não é coisa do outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, gostosa... enquanto durar.

Se você quer amor... ame! Você sabe amar? Sabe respeitar o que lhe contam? Sabe ouvir sem criticar? Sabe aceitar sem restrição?

 Nada preenche o coração, a não ser o Amor, a Amizade. O agasalho aquece o corpo, lindas roupas o embelezam, mas o que aquece a alma, o que faz brilhar o olhar, o que dá vontade de continuar é o Amor... Só o Amor!!!

  Diabnet


4 de dezembro de 2011

Ação e reação



Cotidianamente, e em toda parte, observamos situações e ocorrências que nos parecem profundamente injustas. Ao lado da favela onde há tanto sofrimento e miséria encontramos a suntuosa mansão, cujos moradores locupletam-se com tudo que o dinheiro e o prestígio podem proporcionar. A cada instante, nos mais diversos pontos da Terra nascem crianças saudáveis e outras doentias, deformadas, excepcionais e limitadas; enquanto uma parte da humanidade já nasce com inclinações boas, dignas e honestas, outra demonstra desde a mais tenra infância tendências para o furto, a mentira, a hipocrisia, a crueldade, a perversidade etc.

O mesmo ocorre com a inteligência, que não é hereditária, porque muitos luminares da ciência e do intelecto eram e são filhos de pais comuns e até mesmo pouco inteligentes, enquanto pais de grande capacidade mental têm gerado filhos limitados. E perguntamos então a nós mesmos por que tantas e tão dolorosas diferenças entre os filhos do mesmo Pai? Se nós, humanos e falíveis, não seríamos capazes de atos tão injustos ou maus para com nossos filhos, como poderia Deus, sendo onipotente, justo, sábio e perfeito, demonstrar tanta incompetência, injustiça e perversidade? Mas a nossa razão diz que não pode ser... que têm de haver outras explicações, caso contrário, deixamos de Nele acreditar e, nessa descrença sofremos o grande vazio que a fuga da fé deixa dentro de nós.

A criatura sem fé é como a lâmpada apagada, em meio à escuridão noturna. Mas, felizmente, sempre chega o dia em que tomamos conhecimento da reencarnação e das leis de causa e efeito ou ação e reação, que os orientais chamam karma. Esse conhecimento então nos coloca de bem com a existência e começamos a ver Deus, o universo e os mecanismos da vida sob nova luz. Compreendemos, assim, que já vivemos muitas e muitas existências na matéria, que somos o resultado do que fomos e fizemos em nossas vidas passadas. Entendemos também que Deus não é o responsável pelas nossas inclinações boas ou más, pela nossa inteligência e aptidões, doenças ou sofrimentos.

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Os responsáveis somos nós mesmos, pela maneira como vivenciamos nossas existências passadas, assim como também a presente. Tudo o que fomos reflete-se em nossa vida atual. É a lei do retorno que nos devolve pelas mãos da justiça divina, tudo o que fizemos no passado distante ou próximo. A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória. É preciso, no entanto, observar que o karma não é só negativo, é também positivo. Ele representa nossa conta corrente com a vida, o retorno dos atos bons e maus, das ações e omissões que praticamos ao longo das encarnações e pode mesmo ser atenuado pela prática do bem, pelo amor posto em ação. Sempre é oportuno lembrar o que disse o apóstolo: “O amor cobre uma multidão de pecados”. Isto significa que se dedicarmos parte do nosso tempo e possibilidades, tais como o amor, o trabalho, a palavra ou dádivas materiais, visando diminuir o sofrimento do próximo ou a lhe mostrar um novo caminho com mais luz e esperança, nossa própria vida, sendo mais útil aos outros, será também menos sofrida para nós.

Essa orientação, aliás, foi dada por Jesus quando disse: “A cada um será dado de acordo com suas obras”. Também é importante entender que nem todos os sofrimentos são kármicos, porque muitas vezes refletem apenas nossas próprias necessidades evolutivas. A dor é a mensageira divina que desperta em nós os valores imortais do espírito. É ela quem nos acorda e faz sair do marasmo ou da acomodação espiritual. Também é através do sofrimento que mais nos aproximamos de Deus. Acontece, igualmente, que muitos espíritos, ao planejarem suas futuras encarnações, pedem aos mentores para nascerem com defeitos físicos ou outros problemas, visando evitar-lhes maiores quedas espirituais. Conta o espírito André Luiz, através da psicografia de Francisco Cândido Xavier (Chico Xavier) que certa mulher pediu para reencarnar com determinado defeito físico, porque queria preservar-se de tentações e quedas, já que em sua última encarnação fora muito bonita e caíra espiritualmente pelas vias do sexo.

Outros espíritos programam suas encarnações de forma a precisarem enfrentar dificuldades diversas, a fim de não terem tempo nem energia para nutrirem vícios ou leviandades prejudiciais, que lhes atrapalharam o progresso em anteriores encarnações. Nossas faltas, na verdade, e todo o mal que fazemos, ficam marcando presença em nossa consciência profunda e, quando no mundo espiritual, com maior acesso a essas recordações, chega sempre o momento em que sentimos a necessidade de liberar-nos desse peso. Trabalhamos então para merecer nova encarnação na Terra, visando esses resgates, assim como também novos avanços ou ganhos em nossa evolução. Como se vê, a lei de causa e efeito reflete a perfeita justiça e sabedoria do Criador para com suas criaturas.

Quando sentir-se desalentado, receoso, com aquele medo indefinido que tantas vezes nos assalta, lembra que o medo é uma emoção negativa, que abre canais de acesso a vibrações de baixo teor. Sugestão: Respire calma e profundamente algumas vezes, dando a si mesmo um comando para relaxar. Mentalize todo o seu ser cercado por uma luz protetora, cuja fonte está no Criador. Sinta-se protegido, otimista e forte.


Fonte: http://mundoespiritual.blogspot.com.

22 de novembro de 2011

As aparições de espíritos







As aparições propriamente ditas ocorrem no estado de vigília, no pleno gozo e completa liberdade das faculdades da pessoa. Apresentam-se geralmente com uma forma vaporosa e diáfana, algumas vezes vaga e indecisa. Quase sempre, a princípio, é um clarão esbranquiçado, cujos contornos vão se desenhando aos poucos. De outras vezes as formas são claramente acentuadas, distinguindo-se os menores traços do rosto, a ponto de se poder descrevê-las com precisão. As maneiras, o aspecto, são semelhantes aos do Espírito quando encarnado. Podendo tomar toda as aparências, o Espírito se apresenta com aquela que melhor o possa identificar, se for esse o seu desejo. Assim, embora não tenha, como Espírito, nenhum defeito corporal, ele se mostra estropiado, coxo, corcunda, ferido, com cicatrizes, se isso for necessário para identificá-lo. Há os que muitas vezes se apresentam com símbolos da sua elevação, como uma auréola ou asas, pelo que são considerados anjos. Outros carregam instrumentos que lembram suas atividades terrenas: assim um guerreiro poderá aparecer com uma armadura, um sábio com seus livros, um assassino com seu punhal, e assim por diante. Os Espíritos superiores apresentam uma figura bela, nobre e serena. Os mais inferiores têm algo de feroz e bestial, e algumas vezes ainda trazem os vestígios dos crimes que cometeram ou dos suplícios que sofreram. O problema das vestes e dos objetos acessórios é talvez o mais intrigante. Dissemos que a aparição tem algo de vaporoso. Em alguns casos poderíamos compará-la à imagem refletida num espelho sem aço, que apesar de nítida deixa ver através dela os objetos detrás. É geralmente assim que os médiuns videntes a distinguem. Eles as vêem ir e vir, entrar num apartamento ou sair, circular por entre a multidão com ares de quem participa, ao menos os Espíritos vulgares, de tudo o que se faz ao seu redor, de se interessarem por tudo e ouvirem o que diz. Muitas vezes se aproximam duma pessoa para lhe assoprar idéias, influenciá-la, quando são Espíritos bons, zombar dela, quando são maus, mostrando-se tristes ou contentes com o que obtiverem. São, em uma palavra, a contraparte do mundo corporal. O Espírito que deseja ou pode aparecer reveste algumas vezes uma forma ainda mais nítida, com todas as aparências de um corpo sólido, a ponto de dar uma ilusão perfeita e fazer crer que se trata de um ser corpóreo. Em alguns casos, e dentro de certas circunstâncias, a tangibilidade pode tornar-se real, o que quer dizer que podemos tocar, palpar, sentir a resistência e o calor de um corpo vivo, o que não impede a aparição de se esvaecer com a rapidez de um relâmpago. Nesses casos, já não é só pelos olhos que se verifica a presença, mas também pelo tato. Se pudéssemos atribuir à ilusão ou a uma espécie de fascinação a ocorrência de uma aparição simplesmente visual, a dúvida já não é mais possível quando a podemos pegar, e quando ela mesma nos seguras e abraça. As aparições tangíveis são as mais raras.


FONTE: Blog Espírita Celeiro de Luz

4 de novembro de 2011

Nosso Lar, um filme extraordinário!.





Realmente emociona, leva às lágrimas e faz refletir maduramente sobre o quanto falta ainda fazer por nós mesmos e uns pelos outros. Esse “fazer” por nós mesmos na indicação clara de quanto precisamos disciplinar o próprio comportamento, de quanto precisamos nos desprender de tendências egoísticas ou rebeldes, de apegos ou vaidades tolas e pretensiosas.
E o “fazer” uns pelos outros, no estímulo vivo que oferece para a solidariedade e a compreensão com as dificuldades alheias. Mas não é só. Ele reflete a realidade. E o faz de maneira comovente. Os momentos ali retratados, fazendo pensar sobre os valores da família, dos laços de afeto, da responsabilidade individual perante a vida, entre tantos outros, por meio de uma realidade palpável pelo raciocínio e pela sensibilidade, levaram-me às lágrimas. Principalmente por perceber o esforço na propagação da imortalidade da alma. Não há equívocos, não há fantasias, não há distorções, apesar das adaptações próprias para uma produção cinematográfica.
Sim, exatamente, falamos do filme Nosso Lar. Espetacular, extraordinária produção do cinema nacional. Vá ver amigo (a). E não precisa se assustar, caso você não tenha contato com os ensinos do Espiritismo. A realidade de sofrimento, no início do filme, apenas reflete a distância do personagem com os valores reais da virtude e da vinculação com os autênticos valores da alma, entre eles a prece, é óbvio. E considere ainda que ninguém nunca está desamparado. Sempre haverá alguém a nos receber, mas precisamos igualmente abrir as portas do coração. Sim, a imortalidade é realidade gloriosa. E ouso acrescentar, é uma realidade comovente porque apenas retrata a Bondade de Deus que não nos criou para a destruição nem para o sofrimento. A emoção poderá surgir em cada um de maneira diferente, pois são vários os caminhos que fazem refletir. E poderá mesmo não te causar emoção, mas vai te fazer pensar. E antes de considerar tudo aquilo uma fantasia, leia o livro do mesmo nome e busque embasamento em O Livro dos Espíritos, mas faça-o de maneira imparcial, sem prevenções, raciocinando com as lições, é o convite que faço ao leitor não habituado a tais reflexões e muitas vezes resistente a tais ideias. Belíssimo filme. Penso que é um marco na história humana. Sem vulgaridades, sem fantasias e com esmero os produtores e atores, demonstrando uma vez mais a criatividade e o talento nacionais, fizeram uma obra prima do cinema. Que alegria, que gratidão, amigos em toda parte! E, claro, ideal que o leitor também leia o livro. Nosso Lar foi psicografado por Chico Xavier, publicado em 1944, já vendeu mais de um milhão de cópias, e é apenas o primeiro de uma série que ficou conhecida com a Série André Luiz, composta de 13 obras de grande valor científico-literário-filosófico-religioso.

Autor: Orson Peter Carrara


Imagem na postagem: Foto da cidade espiritual Nosso Lar, tal como foi descrita por André Luís e reproduzida no filme com o mesmo nome.